No amor médico

Merecimento

2020.10.30 03:34 LucasPltc Merecimento

Diferente de tantas histórias complexas que já li aqui desde que cheguei a este reddit a poucas semanas, o meu desabafo chega a ser ridículo, e pensei muito antes de falar sobre, pois sinceramente me sinto errado em me pronunciar sobre isso, com tanta gente passando por tantos problemas. Optei por falar pois gostaria muito de saber se alguém se identifica com esse sentimento. Bom, minha vida, fora o aspecto sentimental, não tem nada que eu possa reclamar, e é exatamente esse o motivo do texto, vocês já sentiram que não eram merecedores de tantas coisas boas?
Nem tudo são flores, eu passei muita coisa. Minha família é classe média. Não sobra grana pra nada, mas vivemos bem com um certo conforto. Eu saí do ensino médio, e comecei a trabalhar né, e estudar nas horas vagas pois não tinha grana pra pagar cursinho pro Enem. Estava decidido a fazer engenharia elétrica, por conta do técnico que graças a Deus fiz num colégio público muito bom. Trabalhei, trabalhei, e estudei Até que passei no Enem. Após perder a vaga de Eng elétrica no Sisu 1, eu pense: Preciso decidir e entrar em algo no Sisu 2( segundo semestre de seleção do Sisu). O que deu pra entrar foi Ciência da Computação, numa federal muito boa e conceituada felizmente. Como era esperado, pedi demissão do Trabalho, pois não dava pra levar uma matrícula numa federal com 8 matérias e trabalho com carteira assinada com 8/9h por dia. A empresa gostava muito de mim e me achava esforçado, e me ofereceu a chance de continuar na minha vaga, simplesmente faltar qualquer horário que eu precisasse pra ir às aula, que felizmente eram de 12h as 22h da noite. Chamaram outro rapaz só pra trabalhar nos horários que eu não estaria lá, e a essa altura todo mundo achava que eu era filho de um diretor ou presidente, óbvio. Mas não, eu era só um perrapado querendo dar um conforto pros meus veios que tanto trabalham até hoje pra se sustentar.
Sem o emprego, eu não tinha plano de saúde. E até então não era problema nenhum. Porém, 2 meses após começar na faculdade, eu comecei a passar mal e ter diversos sintomas estranhos, e em resumo, pois isso daria um texto a parte, eu me descobri com Doença de Behçet. Doença essa com diagnóstico extremamente difícil, que eu nunca conseguiria chegar sem esse plano de saúde e recomendações de ótimos médicos graças a empresa. A coisa foi tão Mão de Deus, que eu descobri o diagnóstico e comecei o tratamento apenas uma semana antes de chegar nos piores sintomas, que eram inflamações em toda minha corrente sanguínea, que me dava uma dor tão grande que eu não conseguia me movimentar sem sentir uma dor tão forte que só me permitia chorar. Cheguei ao ponto de chorar de dor, sem ter nada que fizesse passar. (Aos curiosos, é um tipo de doença autoimune) Por Deus e por tudo que aconteceu até o momento, logo eu comecei o tratamento e me recuperei muito rapidamente, logo voltando a rotina doida que eu tinha Trabalhando de mensageiro durante o dia e estudando o resto dele. Não vou extender a história pq ela vai longe kk Mas em determinado ponto resolvi largar o emprego e a segurança do plano de saúde, que usava frequentemente todo mês, pra lutar pelo meu futuro Buscar uma vaga na minha área e me inserir no mercado, pois já estou perto de me formar. Também graças a Deus, consegui um estágio numa empresa maravilhosa, na qual estive inclusive até agora de home office, e pude aprender MUITO, MUITO MESMO. E semana passada veio a notícia boa. Eu seria efetivado, carteira assinada, flexibilidade pra terminar as poucas matérias e me formar, e com tão pouca idade, ganhando meu primeiro salário que já é igual ao do meu pai que com tanta luta me sustentou. Chorei demais, com minha mãe, nunca liguei pra dinheiro pra ser sincero, não ligo nem um pouco. Só espero dar uma vida tranquila pra minha mãe, um descanso pro meu pai, e poder ajudar meu amor a conseguir seu sonho. É isto, ainda tenho sintomas da doença, mas é só não esquecer de tomar a penca de remédio q tomo todo dia, que tá safe.
E esse é o ponto do desabafo Pra mim isso parece um conto de fadas muito bem escrito pelo Pai, com reviravoltas, aprendizados, tudo planejado para não sofrer mais do que ele sabe que eu aguento. (E nem teve tanto sofrimento assim) Eu não consigo me ver digno de uma vida assim, não consigo. Não sou um maluco egoísta ou terrível por dentro, só simplesmente não sinto que mereço tantas graças na vida como eu já tenho , enquanto vejo tantos desabafos aqui de pessoas passando por coisas terríveis, eu fico Extremamente inconformado lendo algumas e pensando em como eu gostaria de ter uma caneta pra mudar toda aquela história. Esse sentimento não se restringe a esse ambiente. Ontem fui ao Shopping comprar um presente de aniversário pra minha irmã, e na volta Cheio de sacola, no Uber Confortável Eu vi uma família na rua, tarde da noite, mochilas Tudo dentro do carrinho de bebê, um garoto de 12 +- E uma garotinha de uns 4 eu diria, Brincando, e andando com seus pais, com roupas sujas e obviamente trabalhadores. Trabalhadores não, lutadores. Lutando pra sobreviver. Eu vendo essa cena, só consegui pensar: Porque essa família não pode ter graças como as minhas? Porque as coisas não podem dar certo para eles como deram pra mim? Eu gostaria de saber se alguém se sentiu assim e como lidam com isso, pois no dia a dia eu consigo me distrair, mas quando me pego pensando nisso, eu não consigo me sentir merecedor de tanto.
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2020.10.29 05:32 JckD12 Me descobri demisexual

Sempre fui uma pessoa normal,mas desde sempre achava que tinha algo de errado comigo. Meus amigos sempre diziam que saíam com uma garota ou outra e transavam como se fosse a coisa mais normal do mundo, coisa que pra mim nunca foi. E não posso dizer que foi falta de oportunidade
Nunca consegui fazer sexo sem amor, mas no começo não entendia que o que eu precisava era afeto, amor. Então sempre achei que tinha algum problema comigo. Nunca conversei sobre isso com ninguém e evitava relacionamentos porque tinha medo de uma coisa levar a outra e a garota querer transar e eu não conseguir falazes. Foram anos assim, até que fiz vários exames no médico que não acusaram nenhum problema, então fui encaminhado a um psicólogo. Passei por dois até entender que sou um demisexual. Uma pessoa que só consegue praticar relações sexuais com uma conexão emocional, com amor, quando se gosta da pessoa. Em teoria é uma coisa bonita e muito normal, mas isso ainda me incomoda e eu não queria ser assim. Sinto tesao como qualquer outra pessoa e tenho muita vontade de simplesmente transar em um primeiro encontro, mas simplesmente não consigo. Preciso de um mês ou dois com a pessoa, para aí sim acontecer naturalmente
Isso me incomoda e me deixa para baixo. Sei que alguns amigos iriam entender o desabafo mas nem todos iriam, e sinto que seria motivo de piada, por causa dessa cultura machista que vivemos hoje
Enfim, é isso. É um assunto que não consigo abrir com qualquer pessoa e me incomoda muito
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2020.10.21 23:07 Dontlookatme97 Uma ideia para a Saúde Pública?!

Olá, pessoal. Estive pensando numa ideia para desburocratizar o serviço públicos, nos HRs, UBS e UPAs. A questão é a criação de um aplicativo que seja possível marcar consultas (com horário e data), ver em tempo real o que o hospital está oferecendo (ortodopedia, tipos de vacinas disponíveis, se é especializado em algum tratamento, notícias do hospital com você podendo seguir o feed do hospital, porque se houver algum imprevisto será avisado), pegar remédio (ao invés do médico te dar uma receita para pegar o remédio, ele adiciona a sua página de consultas então você poderia ir à farmácia mais próximo da sua casa e pegacomprar o remédio ou se falta algum remédio no hospital para ser retirado o médico informa), também ao invés de andar com documentos/resultados de consultas/raios-x nas mãos, estará tudo lá na sua página pessoal(Você poderá ver quem viu sua página) e permitir que só o médico veja ou que seja pessoal para você(mas terá que permitir o médico ver os resultados até para que te atenda...)
EDIT: Os hospitais teriam notas de um a cinco.
EDIT 2: Os hospitais da iniciativa privada poderão aderir ao sistema, mas terão que atualizar seu feed de notícias sempre que possível, e seu sistema também se falta algo como vacinas e o que estão oferecendo a que preço.
EDIT 3: É uma ideia bem mais econômica e que salva tempo e dinheiro.
EDIT 4: Alguém pelo amor de Deus, se gostar da ideia compartilha com um deputado pleeease.
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2020.10.21 23:05 Dontlookatme97 Uma ideia para Saúde Pública?!

Olá, pessoal. Estive pensando numa ideia para desburocratizar o serviço públicos, nos HRs, UBS e UPAs. A questão é a criação de um aplicativo que seja possível marcar consultas (com horário e data), ver em tempo real o que o hospital está oferecendo (ortodopedia, tipos de vacinas disponíveis, se é especializado em algum tratamento, notícias do hospital com você podendo seguir o feed do hospital, porque se houver algum imprevisto será avisado), pegar remédio (ao invés do médico te dar uma receita para pegar o remédio, ele adiciona a sua página de consultas então você poderia ir à farmácia mais próximo da sua casa e pegacomprar o remédio ou se falta algum remédio no hospital para ser retirado o médico informa), também ao invés de andar com documentos/resultados de consultas/raios-x nas mãos, estará tudo lá na sua página pessoal(Você poderá ver quem viu sua página) e permitir que só o médico veja ou que seja pessoal para você(mas terá que permitir o médico ver os resultados até para que te atenda...)
EDIT: Os hospitais teriam notas de um a cinco.
EDIT 2: Os hospitais da iniciativa privada poderão aderir ao sistema, mas terão que atualizar seu feed de notícias sempre que possível, e seu sistema também se falta algo como vacinas e o que estão oferecendo a que preço.
EDIT 3: É uma ideia bem mais econômica e que salva tempo e dinheiro.
EDIT 4: Alguém pelo amor de Deus, se gostar da ideia compartilha com um deputado pleeease
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2020.10.19 19:12 geovanadarkness Preciso pedir perdão e não sei como

Eu bebi, e como todo "bom" bêbado fiz declaração de amor pra meio mundo, pedi um inglês em casamento (mesmo estando nós a um continente de distância), beijei minha melhor amiga e vomitei e mal conseguia andar quando meu irmão foi me resgatar. Graças a Deus eu tava só na casa da minha amiga e não em um local público.
Bom, o problema foi: eu xinguei meu pai, na cara dura por vídeo. Tipo xinguei muito! Mandei ele pra pqp e falei pra ele se f****, e não é bem assim q me sinto. Tudo bem, às vezes ele me irrita e tenho vontade de xinga-lo acho q todo mundo sente isso de vez em quando. Mas meu pai é literalmente o motivo de eu estar viva, não por me conceber, mas por cuidar de mim tanto. Quando tava no pior da minha depressão, com vontade de me matar foi ele q foi atrás de médico, dos meus remédios e faz isso até hj, ele compra coisas pra mim mesmo eu tendo 22 anos e deveria ser independente. Nem tudo ele compreende em relação a mim, eu sempre fui mais moleca do que ele gostaria, nunca fui a menininha que ele queria e isso sempre me incomodou, cresci dividida e com problemas pra me aceitar (e nem sei se me aceito ainda).
Conversando com meu amigo inglês decidi escrever uma carta, mas não sei o que escrever, como me desculpar. Tô perdida.
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2020.10.14 12:20 DonaBruxa_Deyse O Padre- Verídico

⚠️TEXTO LONGOOOOOO⚠️PREGUIÇOSOS PASSEM RETO⚠️
Eu contei um relato dias atrás de uma consulente de tarô. Depois desse relato, tenho recebido dezenas de relatos de pessoas contando suas experiências com Setealem. São relatos interessantíssimos e a maioria repleto de detalhes! Porém, essas pessoas, apesar de participarem de grupos como esse, sentem-se inseguras em compartilhar essas experiências devido ao modo hostil como muitos criticam e reagem, com medo de serem chamados de loucos e/ou mentirosos. Então coleguinhas, policiem-se e moderem as palavras nos comentários, tenham empatia com os que tem coragem de expor e que compartilham essas experiências. Se todos nós estamos nesse grupo é porque somos curiosos e nos interessamos pela temática. Estamos no mesmo barco e que essas histórias sejam recebidas com respeito, empatia, oportunidade para conspirarmos, trocarmos informações, etc... Não sejam cretinos!
Essa pessoa entrou em contato comigo e a abordagem foi direta, sem rodeios:
“Fui padre da Igreja Católica. Foram quatro anos de estudos de filosofia, três anos de teologia, dois anos de estágio pastoral e um ano de diaconato. Mas nenhum estudo me preparou para o que aconteceria!
Desde a infância, quando acompanhava a minha avo na missa dominical das 8 horas, soube que o Sacerdócio era minha missão. Minha avó faleceu dois dias antes da Celebração, Missa Eucarística de minha ordenação. Ela foi uma avó maravilhosa, amorosa, mãe zelosa, esposa virtuosa e fiel, devota! Mas nós familiares, mesmo amando-a, sabíamos da pessoa difícil, arrogante, preconceituosa que sempre fora. Minha mãe sempre nos contou das coisas horríveis que minha avó fora capaz de fazer em nome da família. Seus pais, meus bisavós, foram donos de fazendas de engenho e, inegavelmente, por décadas minha família se beneficiou do trabalho escravo, do uso da força, violência e poder para acumular bens e fortuna. Na cidade onde nasci, nosso sobrenome é sinônimo de tradição. Sempre senti um peso por carregar meu sobrenome. Sempre senti vergonha e pesar. Não sei explicar, mas desde que me entendi como gente e ouvia sobre nosso passado, quis ser diferente. Não poderia apagar o passado, compensar as pessoas que foram prejudicadas ou mortas por meus antepassados, mas eu posso evoluir. Para mim o sermão nas missas dominicais me fizeram acreditar que não havia coisa mais gloriosa, mais honrosa, mais nobre, que fazer parte da Igreja santa, católica, apostólica, romana, na qual me tornei membro de tão venerando corpo; que governava uma tão excelsa cabeça; que me imundava do Espírito divino, enfim, eu acreditei que o mesmo Pão dos Anjos me alimentaria nesse exílio terreno, até que eu pudesse descansar junto a Cristo nos céus. Resolvi que nada me daria maior felicidade que o Sacerdócio. Viveria pra amar o próximo, faria caridade, vivenciaria os ensinamentos de Jesus. Fiz da palavra bíblica do exemplo de Cristo, minha única verdade! Tudo o resto, blasfêmia. Minha mãe chorou durante todos os anos de seminarista. Sou o único filho. Para ela, eu ser católico era uma benção, nas padre, desperdício de vida!
Meu primeiro contato com o mundo paralelo foi no dia da minha celebração de ordenação! Enquanto, na sacristia da igreja, vestia meu paramento sacerdotal ( batina), comecei a sentir um mal estar, minha cabeça começou a girar. Respirei fundo, baixei os olhos e amarrava o cordão do franciscano na cintura, ouvi o som de um tambor. Estava preparado para aquele momento e sabia cada detalhe dos rituais que seguiriam! Tambor nenhum fazia parte dos ritos! Ao levantar o meu olhar, não estava mais na sacristia! Estava preparado para qualquer coisa naquele dia, jamais para aquilo! Eu estava literalmente no meio da rua de um lugar desconhecido! Não era possível porque estar ali ia contra tudo o que eu acreditava! Estava vestido com minha batina, numa rua, de uma cidade horrível! Tudo era sépia! Tudo era velho e tinha um odor fétido. Comecei a rezar e peguei o terço no bolso e vi surgir uma procissão! Eram pessoas diferente de qualquer ser humano que tinha visto antes. Todos eram polacos, louros, olhos amarelos e notei que os pés de nenhum deles tocavam o chão. No meio deles, minha avó amarela, loura, olhos amarelos como dos outros... mas ainda era minha avó! Ela disse: - Vai embora daqui agora! Vai embora porque não é o seu lugar! Eu rezava e pensava que era o demônio me tentando! Ouvi o tambor bater sete vezes e muito alto, seguido de um relâmpago. Ouvi alguém chamar meu nome e estava outra vez na sacristia! Desatei chorar e fui levado por um Sacerdote a uma sala onde contei o ocorrido. Ouvi um sermão, ele disse que eu era um homem de pouca fé, que bai deveria repetir aquilo pois blasfemaria e que era o demônio me provando. Resolvi calar. Depois daquilo, não me concentrei mais e durante toda a minha ordenação, vão ouvi uma palavra mais. Tempos depois, fui designado paroco de uma igreja em Campinas, São Paulo. Mas eu não era mais o mesmo, minha fé foi abalada e comecei a acreditar que existiam outras verdades. Comecei a procurar e pesquisar até chegar aos relatos de Setealem. Foi num domingo, minutos antes da missa que celebraria, dentro da sacristia da minha paróquia, enquanto vestia novamente minha batina, que acordei em Setealem.
Quando abri os olhos, estava na cidade de cor sépia do lado da minha avó! Foi ela que me mostrou toda a cidade. Foi ela que me apresentou o amor da minha vida. Foi ela que me explicou que aquela cidade era o meio. O meio é a fração de tempo entre o passado, presente e futuro. Ela contou que estava ali por merecimento. Não era castigo, era consciência! Ela me e mostrou que a vida naquele lugar não era bom nem ruim, apenas era. Contou que a Terra era desejada por ter regalias mas que não sabemos aproveitar! Contou que os que vivem ali, invejam nós que vivemos aqui. Contou que eles ficam furiosos quando atravessamos para o paralelo deles e que se sentem vigiaria por nós! Contou que eles são vigiados e que a regra é não fazer barulho para que nos não os escutemos! Contou que ” missionários escolhidos” daquele paralelo, podem se misturar conosco nosse plano. Foi ela que me prendeu por anos naquele lugar.
La, minha avó morava num casebre miserável. Faltava tudo! Ela se alimentava de restos e muitas vezes tinha vermes. A água era grossa, cheirava lama podre. Durante todo o tempo que estive ali, senti fome e sede. Ela me proibiu de tocar nas coisas, comer e beber. Segundo ela, seria veneno pra mim e esse veneno me impediria de voltar pra cá ( terra) quando fosse hora! Só soube que estive ausente por anos. Pra mim, apenas tinha estado lá por um longo dia... o dia que não acabava nunca! Minha avó também disse que todo ser desse plano, há esteve naquele outro. Contou ela que nem todos tem percepção e que nossos sonhos nunca são apenas sonhos.Todo mundo já esteve lá! Todo mundo! Foi um dia tão longo, que deu tempo de conhecer meu futuro esposo lá. Num determinado momento, minha avó sumiu. Quando voltou, estava em companhia de um rapaz tão estranho quanto os outros moradores de lá. Minha avó disse o nome dele e pediu que eu memorizasse aquele rosto. Disse que aguardavam um hospedeiro!Foi o tempo da minha avó dizer isso e eu piscar, o rapaz sumiu diante dos meus olhos! Ela pediu que eu entregasse o terço que estava no meu bolso e me entregou uma espécie de relicário feito de um tipo madeira. Me acompanhou até uma estação de trem. Essa estação era no meio do nada. Os lugares naquele paralelo, aparecem e desaparecem em frente os nossos olhos. Quando relembro essa segunda vez que estive lá, as vezes parece que andei, outras que era teletransportado de um lugar ao outro. Parecido com sonhos que num momento estamos num lugar, ora em outro. Não houve despedida! Pisquei e estava dentro do trem! Pisquei e acordei numa cama de hospital. Soube que estive em coma por cinco anos no hospital da PUCC. Minha mãe esteve ao meu lado todos esses anos. Eu nunca tive coragem de contar isso. Absolutamente ninguém soube disso até hoje. Depois de voltar, não senti vontade de continuar o Sacerdócio. Ainda fiquei duas semanas no hospital até a alta. No dia da minha alta, as enfermeiras estavam agitadas. Era uma correria, cochichos, risadinhas porque naquele mesmo dia tinha sido apresentado o novo neurocirurgião que tinha assumido a equipe. Eu estava tão absorto nos meus pensamentos e em como eu encararia minha vida. Era difícil encarar que eu perderá minha fé e crenças. Minha mãe chegou, ajudou a me vestir, calçar sapatos, pentear o cabelo. Minha mãe pendurou um relicário de madeira no meu pescoço. Tinha a uma foto amarelada de vovó dentro dele. Segundo ela, tinha sido de vovó e que rezou segurando ele na mão. Nesses 5 anos, pedia pra vovó, ampara-lá na fé e que intercedesse pela minha saúde de onde quer que estivesse. Eu estava magérrimo, pele amarelada também. Quando me olhei no espelho, vão me reconheci. Queria sair dali, dar um novo rumo para a minha vida. Esperávamos passar o tal neuro e sua junta médica para última avaliação.
Ele entrou no quarto, e então soube que não tinha estado em coma. O médico recém chegado, era o rapaz que minha avó me apresentou. Ele também tinha pendurado um relicário de madeira no pescoço idêntico ao meu. Sorrimos. Larguei a batina porque entendi que EXISTE UM SÓ PARA TODOS! Casamos há 3 anos. Juntos há 10 nesse plano. Moramos em Brasília. Aguardando nosso filho( adotamos) chegar. Militante da causa LGBTQQICAPF2K+. Minha avó não está mais no mundo paralelo. Evoluiu! Voltamos algumas vezes pra visitar a família dele no plano paralelo!
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2020.10.14 04:42 Chrisgamer356 Joven con derecho quiere tocar a mi novia y se lleva la madriza de su vida

Hola gente, como muchos saben, Soy el Pana del Xiaomi iPhone, Esta vez mi celular no tiene nada que ver aquí XD,
Bueno a lo que vamos
Yo: Un Airbus A380
NV: mi Novia kawaii
ND: Niño con derecho que terminó todo verguiado
MD: La loca maniática
P: Policía
Esto pasó hace 3 días XD
Estaba yo con mi novia paseando en un centro comercial, Ya que ella estaba buscando unos audífonos con orejas de gato y ya saben, el caballerismo me acompaña, me tocó acompañarla, mientras ella fue a comprar y yo me fui a hacer cola en un cine, ya que le quería dar una sorpresa y como los cines estaban abiertos, aproveche el Bug xD y fui a comprar unas entradas para ver Sonic, ya que era la única que valía la pena y era la única que no había visto XD, A lo que ella regresa la veo nerviosa y ella dice:
Amor,¿ nos vamos?
Yo: No quieres ver una peli? Ya tengo las entradas
NV: Si
Y me agarró toda desesperada, yo no entendí porque actuó así, pero a lo que salí de la película, Bien buena por cierto XD, Entendí todo
Veo a ND
ND: hey amor, regresa que aún no termino
Nv: ND, terminamos hace 1 año y tú me fuiste infiel
ND: Si, pero no hice nada relevante contigo y lo quiero concretar
Yo: (afinando garganta) Disculpa, No me ves acaso?
ND: Si, y tú me vales
Yo (Sacando mi lado asesino): Si no te largas, te golpearé tan fuerte, que realmente desearas no haberme conocido
A lo que aparece MD
MD: Mi hijo es mejor que tú, el práctica Karate y puede destrozar a cualquiera escuincle que se ponga en frente de el
Yo: No se juzga a un libro por su portada...
Ellos en ese punto no sabían que yo era un real practicante de karate, no seré de un rango tan alto, pero mis puños no dicen lo mismo...
ND: Si claro, Mira, Esfumate que quiero tocar a mi novia
NV: no ND, Yo no soy tu novia, el es mi novio
ND: Este baboso? Ni siquiera podría protegerte
En este punto me golpea alguien por la espalda y casi quedó inconsciente, Era un amigo de ND
ND: Míralo, es un debilucho, ahora serás mía
MD: eso hijo, demuestra tu masculinidad
Yo veo que ND Toca a mi novia por los pechos, Mi novia grita y yo, habiendo aguantado Mucho, dejo salir la bestia que soy por dentro
Agarró el bate que tiene el amigo de ND con el cual me golpeó y se lo reventé en la espalda, Ese men creo que nunca le habían golpeado porque cayó inconsciente de un golpe XD
Luego de Eso ND Dice
ND: Ven acá para que te demuestre mi rango en Karate y que veas que so...
Yo no le espere a su discurcito y le mandé un derechazo fuerte a la mandíbula, le alcance a Sacar un diente, luego de eso lo tiro al Suelo y le empiezo a golpear tan fuerte en las costillas, que le Fracture 6 costillas, el men en ese punto empezó a escupir sangre, pero a mí me valía un pepino y lo seguia golpeando, no me importaba nada, ya que había tocado a mí novia,
En este punto siento un toque eléctrico,era P y varios policías ahí
P: detengase!!
Yo: Como quiere que me detenga si abuso de mi novia!!!
MD: ay mi hijo, auxilio
Y MD paro a su hijo
P:Se pueden Calmar y explicar todo??!!
Yo en ese punto Me valió y le mandé un Fumikomi a ND (Google si no entiendes, pero resumiendo, es una Patada baja que Fractura la tibia, y si, le Fracture la tibia también) ND grita y llorando dice
ND( En el suelo):Maldito, porque me atacas, solo porque quieres robar a mi novia!!
MD:Claro, Maldito envidioso, ay mi hijo, que te hicieron!!
Yo: Si quieres y revisamos las cámaras y acabamos con este puto circo!!
Ambos palidecen
P: Me parece Bien
MD: No, no es...
Yo: Vamos entonces
MD quiere huir pero no le dejan
Revisamos las cámaras y se ve lo que pasó, MD grita que yo soy el culpable y que ND es Inocente, que el no mata una mosca, he de decir que se llevaron a ND A un hospital bajo custodia policial, Y MD le dieron pena por coautora de delito de Abuso, Le dieron pena de arresto domiciliario y A ND no se que le habrá pasado, ya que seguía en el hospital, ya que La tremenda madriza le dejo las 6 costillas rotas, una costilla le perforó el pulmón, tuvo una grave fractura de Tibia y peroné .__., aparte de que Le perfore un riñón alv, ya que la policía me pasó el registro médico y por todo esto, tendré que hacer Servicio comunitario por una semana, no recibí cárcel ya que fue en legítima Defensa, pero por la gravedad de las heridas, no me podían dejar sin algo, al Amigo de ND no le pasó nada, el salió corriendo y no era tan relevante como para incluirlo en el caso
En fin, mi novia actualmente está feliz ya que después del incidente la console y la alenté, aparte de que mi casa estaba sola, y saben que es lo que pasa cuando la casa está sola :3, hubo Delicioso de por medio XD, En fin, mi día se va en el servicio que pronto se va a acabar y yo soy feliz con mi novia apesar de ese conflicto
FIN
Ya estoy harto, no sé si es ser salado o que, pero desde que veo reddit, las Madres e hijos con derechos me andan acechando .__.
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2020.10.14 04:40 Chrisgamer356 Joven con derecho, ex de mi novia quiere abusar de ella y se lleva tremenda madriza

Hola gente, como muchos saben, Soy el Pana del Xiaomi iPhone, Esta vez mi celular no tiene nada que ver aquí XD,
Bueno a lo que vamos
Yo: Un Airbus A380
NV: mi Novia kawaii
ND: Niño con derecho que terminó todo verguiado
MD: La loca maniática
P: Policía
Esto pasó hace 3 días XD
Estaba yo con mi novia paseando en un centro comercial, Ya que ella estaba buscando unos audífonos con orejas de gato y ya saben, el caballerismo me acompaña, me tocó acompañarla, mientras ella fue a comprar y yo me fui a hacer cola en un cine, ya que le quería dar una sorpresa y como los cines estaban abiertos, aproveche el Bug xD y fui a comprar unas entradas para ver Sonic, ya que era la única que valía la pena y era la única que no había visto XD, A lo que ella regresa la veo nerviosa y ella dice:
Amor,¿ nos vamos?
Yo: No quieres ver una peli? Ya tengo las entradas
NV: Si
Y me agarró toda desesperada, yo no entendí porque actuó así, pero a lo que salí de la película, Bien buena por cierto XD, Entendí todo
Veo a ND
ND: hey amor, regresa que aún no termino
Nv: ND, terminamos hace 1 año y tú me fuiste infiel
ND: Si, pero no hice nada relevante contigo y lo quiero concretar
Yo: (afinando garganta) Disculpa, No me ves acaso?
ND: Si, y tú me vales
Yo (Sacando mi lado asesino): Si no te largas, te golpearé tan fuerte, que realmente desearas no haberme conocido
A lo que aparece MD
MD: Mi hijo es mejor que tú, el práctica Karate y puede destrozar a cualquiera escuincle que se ponga en frente de el
Yo: No se juzga a un libro por su portada...
Ellos en ese punto no sabían que yo era un real practicante de karate, no seré de un rango tan alto, pero mis puños no dicen lo mismo...
ND: Si claro, Mira, Esfumate que quiero tocar a mi novia
NV: no ND, Yo no soy tu novia, el es mi novio
ND: Este baboso? Ni siquiera podría protegerte
En este punto me golpea alguien por la espalda y casi quedó inconsciente, Era un amigo de ND
ND: Míralo, es un debilucho, ahora serás mía
MD: eso hijo, demuestra tu masculinidad
Yo veo que ND Toca a mi novia por los pechos, Mi novia grita y yo, habiendo aguantado Mucho, dejo salir la bestia que soy por dentro
Agarró el bate que tiene el amigo de ND con el cual me golpeó y se lo reventé en la espalda, Ese men creo que nunca le habían golpeado porque cayó inconsciente de un golpe XD
Luego de Eso ND Dice
ND: Ven acá para que te demuestre mi rango en Karate y que veas que so...
Yo no le espere a su discurcito y le mandé un derechazo fuerte a la mandíbula, le alcance a Sacar un diente, luego de eso lo tiro al Suelo y le empiezo a golpear tan fuerte en las costillas, que le Fracture 6 costillas, el men en ese punto empezó a escupir sangre, pero a mí me valía un pepino y lo seguia golpeando, no me importaba nada, ya que había tocado a mí novia,
En este punto siento un toque eléctrico,era P y varios policías ahí
P: detengase!!
Yo: Como quiere que me detenga si abuso de mi novia!!!
MD: ay mi hijo, auxilio
Y MD paro a su hijo
P:Se pueden Calmar y explicar todo??!!
Yo en ese punto Me valió y le mandé un Fumikomi a ND (Google si no entiendes, pero resumiendo, es una Patada baja que Fractura la tibia, y si, le Fracture la tibia también) ND grita y llorando dice
ND( En el suelo):Maldito, porque me atacas, solo porque quieres robar a mi novia!!
MD:Claro, Maldito envidioso, ay mi hijo, que te hicieron!!
Yo: Si quieres y revisamos las cámaras y acabamos con este puto circo!!
Ambos palidecen
P: Me parece Bien
MD: No, no es...
Yo: Vamos entonces
MD quiere huir pero no le dejan
Revisamos las cámaras y se ve lo que pasó, MD grita que yo soy el culpable y que ND es Inocente, que el no mata una mosca, he de decir que se llevaron a ND A un hospital bajo custodia policial, Y MD le dieron pena por coautora de delito de Abuso, Le dieron pena de arresto domiciliario y A ND no se que le habrá pasado, ya que seguía en el hospital, ya que La tremenda madriza le dejo las 6 costillas rotas, una costilla le perforó el pulmón, tuvo una grave fractura de Tibia y peroné .__., aparte de que Le perfore un riñón alv, ya que la policía me pasó el registro médico y por todo esto, tendré que hacer Servicio comunitario por una semana, no recibí cárcel ya que fue en legítima Defensa, pero por la gravedad de las heridas, no me podían dejar sin algo, al Amigo de ND no le pasó nada, el salió corriendo y no era tan relevante como para incluirlo en el caso
En fin, mi novia actualmente está feliz ya que después del incidente la console y la alenté, aparte de que mi casa estaba sola, y saben que es lo que pasa cuando la casa está sola :3, hubo Delicioso de por medio XD, En fin, mi día se va en el servicio que pronto se va a acabar y yo soy feliz con mi novia apesar de ese conflicto
FIN
Ya estoy harto, no sé si es ser salado o que, pero desde que veo reddit, las Madres e hijos con derechos me andan acechando .__.
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2020.10.09 16:22 NotaLadybutGodiva É longo e mal formatado: (sobre o meu antigo psicólogo)

Não desconfia de mim, ou pelo menos não desconfie de forma q eu perceba e pelo amor de todos os deuses e entidades da psiciologia, ainda assim tenha a mente aberta às possibilidades variadas.

Se eu falo sobre uma moça na quinta da boa vista, é bom perguntar se ela provavelmente era uma profissional do sexo, pq eu posso ñ ter achado relevante isso p/história, apesar de ter descrito com detalhes a bolsa dela q eu gostei pq era neon. (ou posso perceber esse fato só quando vc me perguntar e eu pensar a respeito, tem muita coisa q eu só percebo quando falo sobre, principalmente meus próprios sentimentos em situações inéditas)

Apesar de eu perceber detalhes sociais que as vezes parece coisa de sherlock (apenas quando eu acho interessante e por isso fica em algum lugar flutuante, solto mas insistente na minha cabeça -como uma abelha- até que eu faço uma conexão doida, mas q faz super sentido) eu sou totalmente/semi imbecil para coisas óbvias.

Socialmente eu sou um dado de RPG de dez faces, mas que tem 3 lados de valor 10; 2 lados de valor 4; 2 lados de valor 3 e 3 lados de valor 1,5; com eventuais marcadores negativos.

E é claro que quanto pior é o meu desempenho, menos eu consigo expressar ele direito, menos eu consigo responder sobre. E quanto melhor, melhor eu consigo expressar e mais detalhes eu tenho. Eu percebo agora, finalmente, o quanto isso pode afetar a sua percepção sobre mim.

E eu não estou escondendo nada, porra, é que nem ficar com vergonha de mostrar uma verruga feia p/um médico. Mano, ele já viu coisa pior, maior, mais nojenta. Minha verruga não é especial. Eu já não tenho filtro normalmente para conversar com as pessoas, pq caralhos eu vou ficar escondendo coisa p/psicólogo? Me enxerga direito pelo amor de deus.

Ah, eu falei algo solto q era importante e não voltei mais no assunto. Mano, se vc não voltou no assunto e se o meu foco é outro problema eu não vou falar mais sobre. Tem coisas q parecem importantes, mas não são p/mim, já resolvi; pelo menos eu acho, vc q é o profissional pode perguntar mais sobre se achar q deve. Eu mencionei acreditando q se vc acha q é importante vc perguntaria mais sobre caraleo. Pq não pergunta diretamente? EU NÃO SACO INDIRETA CARALEO, se vc acha q estou desviando de algo fala porra. Não faça afirmações genéricas sobre hábitos meus q eu não sei do q vc está falando, ou demoro uma eternidade p/chegar a 3 ou 4 possibilidades q logo depois eu esqueço.

-indireta me dá ansiedade-

Eu tenho uma coerência peculiar (é a única coisa q posso concluir), para de tentar me colocar em moldes q eu não compreendo. Vc me machuca tentando me encaixar em moldes e eu demoro a perceber que está doendo, o que vc está fazendo e depois demoro a perceber que caralhos de molde é esse. Demoro a analisar o molde etc. Para com a caralha do molde,

só olha e enxerga de verdade.

Seu trabalho é me ajudar a enxergar os meus padrões e criar estratégias comigo com os meus nortes. Ponto acabou.

Não sou seu objeto de curiosidade, o foco é o que eu decidir não o q vc acha interessante.

Próximo vou mandar logo na lata:
-sou bi/poli; poliamor; uso algumas drogas; acho(possibilidade) q tenho déficit de atenção e aspergeautismo; sou religiosa e isso está em harmonia com tudo o q eu disse antes; me reservo no direito de ter esquecido alguma categoria.
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2020.10.07 11:31 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Escrevi isso de madrugada porque nem consegui dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas por possíveis erros gramaticais e não sei se alguém vai ler.

Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.

Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir na casa dela para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.

Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu.
Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos.
Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar.
Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.

Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.

Minha avó sempre foi extremamente persistente, independente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.

Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.

Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.

Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.

Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.

Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.

Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.

E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.

De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. Mesmo agora, provavelmente no fim da vida, ela dá uma aula de como viver a vida. Continua sorridente, divertida, carinhosa, extremamente pé no chão, agradando os gatos e conversando de forma lúcida e perspicaz. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.10.07 07:18 pqamarks Minha avó está com câncer de pâncreas

Estou escrevendo isso de madrugada porque nem consigo dormir de tanta preocupação e tristeza. Chorei pelo menos umas 9 vezes ontem. É um relato grande, peço desculpas e não sei se alguém vai ler.
Enfim, ela tem 74 anos e várias comorbidades: diabetes tipo 2, pressão alta, hipotireoidismo e espondilolistese. De um ano pra cá, veio relatando cansaço diariamente - Eu a vejo todos os dias, já que moramos em um sobrado: eu na casa de baixo, com meus pais, e ela na casa de cima. Mesmo com a queixa de cansaço, eu nem parava para pensar na possibilidade de câncer. Ela mesma dizia que se sentia bem, apesar do cansaço, então supunha que deveria ser por causa da diabetes.
Todos os dias ia para a casa dela para tomar um cafezinho (o melhor café que já tomei, aliás), rir, dar carinho nos 6 gatos dela e ouvir ela me contando histórias enquanto me mostrava as plantinhas dela. Sempre conversávamos sobre as novidades, eu contava para ela como está a faculdade e tudo mais.
Minha avó é uma batalhadora. A história dela é maravilhosa: filha de imigrantes espanhóis e italianos de origem pobre, enfrentou a falta de recursos desde muito cedo. Começou a trabalhar aos 12 anos de idade (ela conta que pegava o trem às 5 da manhã para ir trabalhar todos os dias) e parou os estudos depois do ensino fundamental, mas retomou aos 20 e poucos anos e concluiu o ensino médio, então se tornou auxiliar de enfermagem. Com o dinheiro conquistado junto com os pais e o marido - o amor da vida dela (que trabalhou para a aeronáutica e já foi carteiro também) - ela conseguiu construir esse sobrado em um terreno grande. Foi um imenso sacrifício, ela passou necessidades, inclusive conta que já chegou a passar fome, mas conseguiu fazer uma casa enorme e muito bonita. Teve só uma filha e deu tudo do bom e do melhor para ela. Sempre foi elogiada em seu trabalho no hospital e, mesmo após mais de 20 anos de aposentada, alguns antigos pacientes chegaram a vir aqui em casa para agradecê-la por ter "salvado a vida" deles.
Em 1990, minha bisavó partiu. Câncer de mama. No mesmo ano, meu irmão mais velho nasceu. Em 1995, eu e meu irmão gêmeo nascemos. Em 1998, meu avô partiu. Câncer colorretal. Ela entrou em depressão profunda e se agarrou ao catolicismo com todas as forças que ainda tinha. Ia para a missa todo fim de semana, assistia a programas religiosos e rezava todos os dias. Me ensinou a rezar, me levava à missa e me levava à catequese e à escola, e também pagava meus estudos. Sempre foi minha super heroína, meu modelo a ser seguido; minha mãe teve muitos problemas de saúde durante a minha vida (teve um tumor cerebral, problemas de ansiedade, depressão e bipolaridade, além de ter feito outras cirurgias, então infelizmente ela não conseguia cuidar tanto de mim), logo, minha avó sempre foi minha segunda mãe: durante a infância, me acordava todos os dias com bolachas, leite com chocolate e me dava um beijo, dizia "bença" e me incentivava a estudar. Então eu fui crescendo, ela foi envelhecendo, e mesmo cada vez mais fraquinha, acumulando comorbidades, nunca parou.
Lá para 2004, tivemos uma crise financeira absurda. Meu pai ficou desempregado e começou a fazer faculdade mesmo com seus trinta e poucos anos, minha mãe estava com um tumor e não podia trabalhar e eu e meus irmãos éramos crianças. Minha avó começou a carregar a família nas costas, pagava todas as contas e fazia de tudo para eu e meus irmãos ficarmos bem. Depois de alguns anos de muita pobreza, meu pai terminou os estudos, começou a trabalhar, meu irmão mais velho conseguiu um emprego e as coisas foram melhorando aos poucos, mas ela sempre foi a chefe das finanças e quem mais contribuía, além de lavar roupas, cuidar dos gatos, limpar a casa e fazer a comida para todos nós.
Minha avó sempre foi extremamente persistente, forte e amável. Eu terminei a escola e resolvi que iria prestar medicina. Sempre foi meu sonho, me impressionava com todas as histórias que ela me contava sobre a rotina no hospital e queria poder proporcionar às outras pessoas a mesma sensação que tive quando tivemos cirurgias bem sucedidas na minha família. Minha avó inclusive fez uma cirurgia na coluna em 2009 e melhorou muito da espondilolistese. Concluí que queria realmente fazer medicina e que gostaria de ajudar as pessoas, assim como meu exemplo de vida (minha avó) fez durante a vida dela.
Entretanto, quando falei para a minha família que iria prestar medicina, meu pai me disse que não tinha condição nenhuma de me ajudar com os estudos, então "seria melhor fazer biomedicina e pronto". Eu disse que não tinha problema, que eu trabalharia e estudaria pagando um cursinho. Ele me xingou de várias coisas, já que o clima da discussão tinha esquentado (ele sempre teve vontade de fazer medicina também, mas não conseguiu, então acho que ficou bravo comigo por isso, não sei), e depois apostou comigo que eu nunca conseguiria passar. Ele realmente não me ajudou, minha avó não tinha dinheiro para me bancar mais uma vez, e nem a minha mãe. Então fui trabalhar como repositor de supermercado aos 18 anos. Logo depois de ter sido contratado e resolvido pagar meu cursinho pré vestibular, minha avó disse que iria sujar o próprio nome fazendo um empréstimo absurdo, não pagando as parcelas, e então pagando meu cursinho. Então ela disse que eu não deveria mais trabalhar, já que o vestibular é muito concorrido e eu precisava passar numa universidade em que eu não precisasse pagar, considerando a nossa realidade financeira. De início, recusei e achei um absurdo o que ela fez. Mas ela me pediu por favor para nunca desistir e disse que, mesmo que eu não conseguisse, não teria problema. O importante era apenas que eu tentasse.
Dessa forma, larguei o emprego e resolvi honrar cada centavo gasto por ela. Precisava passar no vestibular. Eram muitas coisas em jogo: a aposta do meu pai, o sacrifício dela e a realização do meu sonho. Passei no vestibular depois de muito esforço e sentimento de frustração por ter fracassado por dois anos. Ela nunca desistiu de mim. Sempre insistiu e me pedia para não ir trabalhar, focar nos estudos e não desanimar. Eu passei, comemorei muito e agradeci demais a ela. E ainda por cima ganhei uma bolsa 100%. Mesmo com todas as dificuldades financeiras, deu tudo certo no final. E depois ela acabou quitando a dívida com o banco.
Então minha próxima meta era me formar e ela me ver médico, autossuficiente, ajudando minha família e mimando ela o máximo possível para poder retribuir pelo menos 1% de tudo o que ela já me fez. Os anos de faculdade até então foram bons e, como disse anteriormente, visitá-la era um hábito.
Até que semana passada fui vê-la e de repente ela quase desmaiou enquanto tomávamos um café. Ela estava meio amarelada. Mais tarde, a levei para o pronto socorro e o médico, sem nem dar boa noite e nem olhar na cara dela, disse que era "refluxo" e que ela melhoraria sozinha. Em seguida, mandei ele olhar nos olhos dela e debaixo da língua dela para ver como ela estava ictérica. Finalmente o médico meia boca tomou vergonha na cara e pediu vários exames, meio envergonhado. Depois dela tomar alguns remédios na veia, voltou para casa. Um dia depois, voltou para o hospital para ver os resultados dos exames. Os resultados não foram animadores e ela foi internada. Depois de uma semana de muito sofrimento, furadas nas veias e vários exames, veio o diagnóstico: câncer de cabeça de pâncreas. Só falta fazer o estadiamento e confirmar onde tem metástases.
Hoje ela teve alta, mas não está bem. Está cansadinha, sonolenta e levanta com muita dificuldade, precisando de ajuda até para ir ao banheiro. Eu estou acabado, sem chão, destruído. Escrevi isso tudo chorando. Ela disse ao meu irmão que não tem medo de nada, que ama a família dela e que tem os melhores netos do mundo. Também disse que está feliz porque finalmente irá reencontrar meu avô e os pais dela.
Não vou conseguir devolver tudo o que ela fez de bom por mim. Eu queria mimá-la, tratá-la como uma rainha e dar uma excelente condição de vida para ela. Queria que minha avó me visse formado e gostaria que ela não sofresse, mas a vida é desse jeito: de repente nos dá uma rasteira. A minha sensação é de incompetência, já que eu deveria ter levado ela antes para o hospital, já suspeitando da possibilidade de câncer. Mas ela sempre me dizia que estava bem e que eu não deveria me preocupar.
E agora? Como eu fico sem minha base? Sem a pessoa que mais amo no mundo? A pessoa que nunca desistiu de mim e me fez ser quem eu sou? Isso tudo é triste demais. Eu tento me mostrar forte e oferecer apoio para a minha mãe e meus irmãos, mas na verdade uma parte minha está morrendo. Não dá para acreditar que isso esteja acontecendo.
De qualquer forma, nunca vou me esquecer do legado dela. Por onde ela passou, deixou vida: se encontrou numa profissão que se destina a ajudar o próximo, fez inúmeras caridades para a Pastoral da Criança, ajudou pessoas necessitadas, tratou de pacientes em hemodiálise e trouxe vida até mesmo a partir de atos mais sutis: desde os cuidados com plantas até com animais de estimação. Ela é uma pessoa que naturalmente traz vida para os ambientes por onde passa. Sempre teve algum gato, cachorro ou passarinho, lutou contra injustiças, curou, ajudou e forneceu suporte a todos. É uma pessoa incrível e, independente do que possa acontecer, eu amo demais tudo o que ela representa.
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2020.10.07 04:00 aniballayoto La ley de compensación

La ley de compensación
La ley de compensación se puede observar a diario en la calidad de las relaciones interpersonales, los logros obtenidos y todo lo que llega a la vida de una persona.
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¿Qué es la ley de compensación?

Es una ley del universo que demuestra que las personas reciben en la medida en que dan. La ley de la atracción, causa y efecto se basan prácticamente en principios similares, porque existen repercusiones invisibles de los actos y cada persona debe ser consciente de ello.

¿Cuál es el fundamento de la ley de compensación?

El fundamento principal es la forma en que se emplea la energía mental en las ideas, basado en: el esfuerzo, las emociones, dedicación, interés, etc. La persona que da con amor siempre abre la puerta para recibir. Por ejemplo una persona que siempre demuestra amabilidad, don de servicio, empatía, alguien que escucha y se interesa por los demás, etc. ¿Qué sucede cuando esa persona solicita un favor? Es sumamente difícil decir que no, porque se ha recibido tanto que existe una fuerza invisible pero poderosa que busca compensar lo que en muchas circunstancias se recibió.

La ley de compensación también se observa cuando existen bloqueos para dar:

Es notorio cuando algunas personas solo quieren recibir y no dan absolutamente nada, siempre establecen contactos para solicitar favores, pero nunca tienen algo para ofrecer ¿qué sucede después de un tiempo? Esa misma persona inconscientemente provoca un bloqueo y cuando vuelve a solicitar un favor, ya no existe alegría en dar, porque se nota una relación interesada, quizás esta persona no está haciendo un esfuerzo para su desarrollo personal y por eso las puertas se le cierran.
El individuo que siembra egoísmo, malcriadeza, irrespeto, frialdad, soberbia, etc. ¿Qué puede cosechar para su futuro? esas mismas condiciones y por supuesto que no se trata de aplicar la ley del talión, sino que ocurre una respuesta inconsciente. Por ejemplo alguien positivo trabajando para ALCANZAR EL ÉXITO (Programas subliminales para triunfar en la vida) va creando una separación tan profunda en las ideas que mucha gente desaparece de su mundo, las creencias son muy diferentes y por ende las experiencias, así como las personas con quienes hay cercanía.
¿Cómo usar la ley de la compensación para obtener cosas buenas?
Igual que la ley de la atracción, trabajando en las cosas que se desean y sembrando positivamente. Cualquier actividad que se realice, ya sea como médico, poeta, científico, deportista, empresario, etc. Siempre hay que dar mucho más de lo que se recibe. Por ejemplo LA PROSPERIDAD se basa en aprender a dar y recibir. Como recibir es el efecto, hay que dar primero y hacerlo con alegría.
El mayor poder está en dar con amor:
Algunas personas ostentan el poder en base a las actividades ilícitas, la represión, fuerza, etc. ¿cuánto dura ese poder? Solo un tiempo y luego se derrumba como castillo de naipes. También está el poder de aquellos que dar con amor y viven su misión de todo corazón ¿cuánto tiempo permanece ese poder? Toda la vida, e incluso quedan el legado que continua inspirando a muchos por décadas o siglos.
La ley de la compensación siempre estará ahí, eso lleva a reflexionar cada acción que se realiza y dar todo aquello que se desea recibir.
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2020.10.06 12:20 internalerrorfixed Me relataram ser vítima de um estupro e não sei o que fazer

Trabalho em uma farmaçia e parte do meu trabalho consiste em atender fornecedores pelo telefone. Há 27 dias eu atendi uma ligação, sempre bem educado, e a vendedora depois falar o "script" dela, perguntou minha data de nascimento e acabou pedindo meu contato pessoal. Resolvi passar porque não tinha motivos para não fazer. Talvez era alguém querendo algum tipo de ajuda, dúvida, e que ali na hora não queria perguntar ou estava com vergonha. Mas achei muito estranho perguntarem a data de nascimento, nenhum vendedor nunca fez isso.
Quando cheguei em casa lá estava um áudio com uma voz muito mais linda do que eu lembrava no telefone, comecei a conversar só pra saber o que a pessoa queria. Não tinha foto no perfil, sou feio e tenho vergonha de mim mesmo, mas ela queria saber como eu era. Sempre desconfiado, porque não me perguntava nada, não falava do trabalho, só parecia querer conversar mesmo. E eu conversava, escutava, enviei uma foto. Ela sempre mandava foto, vídeo indo caminhar, dirigindo, voltando da igreja, tudo numa boa. Uma pessoa linda, até demais, pra estar interessada em mim.
Continuo desconfiado, vou atrás de redes sociais, vejo que está participando até de concurso de beleza, crio expectativas mesmo sabendo que não tenho nada a oferecer. Lá vi que faltava poucos dias para o aniversário dela, no dia do aniversário dela espero dar meia noite, mando um vídeo todo envergonhado parabenizando ela, tenho problemas de autoestima então fica tudo bem cringe.
Ai ela começa dizer que queria me conhecer pessoalmente, me liga perguntando se pode vim na minha cidade (moramos há 160km de distância mais ou menos), mas estava tudo acontecendo muito rápido, peço pra ter calma, pra irmos nos conhecendo melhor, até porque até esse ponto as conversar eram bem casuais, eu pouco sabia sobre ela.
Ela saiu com a mãe dela pra comemorar, me manda foto e vídeo com a mãe dela, mas depois relata que achou que seriam só elas duas, mas que a mãe chegou com um rapaz e que ela não gostou dele, diz que "ele tá me testando", pergunto que tipo de teste e ela não responde.
Depois ela comenta que estava muito triste e só queria que eu estivesse lá pra poder dar um abraço nela no dia do aniversário, que tinha sido horrível sair com a mãe, que segurou choro a noite toda, que ela só queria me conhecer no dia do aniversário dela mas que parecia que eu não tinha gostado da ideia. Ai eu abaixo a guarda e crio expectativas, passo a conversar de uma forma mais carinhosa.
Pergunto sobre relacionamento e ela diz que terminou há pouco tempo, mas já estava há um tempo querendo terminar, e não dá mais detalhes. Volto a fuçar as redes e descubro que o intervalo entre o fim de um namoro de 2 anos e começar a conversar comigo é menos de 2 semanas. Volto a ficar triste e desconfiado por ser o consolo de alguém que só quer um relacionamento rebote, e que provavelmente depois de ajudar e reerguer essa pessoa, ela vai só virar as costas e voltar pro ex, que é bem mais bonito do que eu. Mas como ela sempre elogiava meu bom humor, minhas boas sacadas, acabo acreditando nessa de que talvez caráter e conteúdo se sobressaia.
Nesse ponto já estávamos conversando há umas 2 semanas, tentando encaixar uma data no final de semana pra nos conhecermos. Marcamos então para 3 de outubro, eu iria na cidade dela, 160km numa CG 150 pra conhecer alguém da internet numa cidade que nunca fui. Conversamos todos os dias por ligação, ligação de vídeo, falando sobre vida, trabalho.
Faltando 5 dias pra data que combinamos, numa ligação, ela me diz que alguém do trabalho dela arrumou alguém pra ela sair e ela aceitou, mesmo sem nunca ter conhecido a pessoa, disse que sentiu nojo, mas saiu. Beleza, racionalmente falando ela está solteira e faz o que quiser da vida, mas sinto uma falta de respeito do caralho fazer isso.
Ai eu comento sobre ela no trabalho, de forma bem rasa, e começam as histórias de pessoas que sumiram, foram roubadas, abusadas nessas de conhecer alguém pela internet. Decido investigar mais. Facebook, instagram, tiktok, facebook de todos os familiares, irmão, tio, primo, prima, mãe. Vejo que já foi casada (encontro um processo de divórcio) e que o requerente em questão foi o ex-marido. Nessa, já vejo que nos últimos 4 anos ela se casou, ficou 2 anos casada, separou, já engatou um namoro de mais 2 anos e menos de 1 mês depois já está me chamando de amor. Isso aos 24 anos de idade.
Desanimo total, decido parar de conversar e puxar assunto, levo muito a sério relacionamento e ela parece só querer aventuras. Sexta, sábado e domingo se passam. Sábado é o dia que eu iria lá. Ela nem questionou se eu iria ou não, parece não fazer muito caso, fico feliz, era o que eu queria, só me afastar e esquecer ela.
Ontem no horário do almoço dela, me manda uma foto com a cara inchada e de choro. Escrevo um texto dizendo pedindo desculpas, falando que tinha investigado a vida dela e dos familiares por medo de ir lá e acontecer alguma coisa, mas que não daria certo, que tenho coisas pra resolver antes na minha vida, mas que gostava dela, desejo sucesso e felicidades, algo pra terminar na amizade mesmo, num clima bom.
Ela responde que gosta da minha sinceridade, mas que nunca tinha pedido pra eu ir lá, e que o motivo do choro dela era algo muito pior que tinha acontecido domingo, que não conseguiu dormir, acordava chorando e gritando e pensou em me ligar, mas que bom que não tinha feito isso porque eu não me importava com ela. Que se eu fosse bom em investigar, que encontrasse quem seguiu, violentou sexualmente e bateu nela.
Ai eu desmontei, dor na barriga, tremedeira, ânsia de vomito, não sabia o que falar, aliás estou sentindo isso agora só de escrever e lembrar. Olhava pra tela do celular e não sabia o que digitar, só pensava nela sozinha em casa podendo fazer alguma besteira.
Eu jamais imaginaria que algo assim tivesse acontecido, mas ai já era tarde, ela só sabia falar que eu não me importava com ela, que era melhor assim mesmo, me afastando, e eu querendo demonstrar que mesmo não querendo um relacionamento, me preocupava sim com a vida de outra pessoa. Começou a falar que está cansada de ser julgada, que antes estava em um relacionamento abusivo, que hora eu era muito legal, mas hora eu julgava ela demais, que não era pra ter pena se nem intenção de conhecer ela eu tinha e que só queria uma amizade sincera.
Pergunto se ela está bem, se está com alguémm, responde que está em casa com medo, sozinha, com medo de ir trabalhar. Pergunto se ela conversou com alguém sobre isso e diz que não, falo pra deixar eu pelo menos escutar ela, que poderia falar o que fosse e eu ia dar suporte para o que precisasse, só que ai ela volta a discutir sobre eu parar de falar com ela, que não tinha motivo pra confiar em mim e que eu não gostava dela.
Confesso que usei de chantagem, que se não falasse comigo eu entraria em contato com a mãe e/ou irmão pra contar aquilo que ela estava me falando pra poderem ajudar ela, que se eu não conseguisse ajudar, iria encontrar alguém que consegue. Meu maior medo nesse momento era dela fazer alguma besteira, suicídio ou me bloquear e sofrer sozinha. Já estava procurando sobre o que fazer numa situação dessas na internet, o que falar, o que fazer, mas é tudo resumido em não culpar a vítima (óbvio, nunca faria isso) e escutar, mas como escutar alguém que não tem mais vontade/confiança de falar com você?
É isso, não sei como/o que/quando/quem falar, se acredito nisso ou não. Só quero o bem dela, mas não sei o que é o certo a se fazer. Jamais me perdoaria de "abandonar" alguém numa situação assim, mas sei que eu não sou a pessoa certa pra ajudar, que a família seria a melhor opção. Preciso de ajuda.

Update: ela disse que conversou com alguém do trabalho e essa pessoa marcou médico pra ela. Elogiei, disse que era bom que ela conseguiu conversar com alguém, e que seria ótimo também ir na delegacia da mulher pra relatar o crime. Enviei o link do CVV - Centro de Valorização da Vida, disse que lá ela teria pessoas mais instruídas pra conversar, de forma totalmente anônima e que iriam ajudar ela se precisasse. Terminei com um "boa noite". Ela respondeu com um "Obrigada" e "Boa noite". Considero minha parte feita, não vou mais mandar mensagem. Sendo verdade a história do estupro, ela agora vai receber ajuda de quem pode ajudar mais do que eu. Sendo mentira, conseguiu estragar um dia da minha vida me sentindo mal e quase vomitando de ansiedade, mas vou sobreviver e ter história pra contar, e até evitar futuros problemas semelhantes.
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2020.09.30 21:06 pla-to Escritor a beira do colapso

Olá, Brasil
hoje venho lhes apresentar meu dilema. Gostaria de saber se os senhores podem me auxiliar, pedindo desculpas antes mesmo de começar a me explicar, tendo em vista o tamanho do post que abaixo segue. Para quem possuir a paciência e a resignação de ler até o final, só me faz possível agradecer e lhe estender um virtual e fraternal abraço.
tl;dr>! sou bipolar e gosto de escrever, não tenho um puto no bolso pq anos de estudos de filosofia e literatura me tornaram incapaz de conviver de maneira adequada nessa sociedade doente, peço que avaliem meu trabalho para que eu saiba se há futuro para mim na escrita e, também, que me ajudem com conselhos profissionais, doações ou de qualquer outra forma para que eu possa sair da cidade em que resido e busque um lar em São Paulo.!<
Vamos lá:
Me chamo Dillon Hagar (meu pseudônimo literário) e tenho ~30 anos. Sou formado em direito e administração com pós em direito penal e processual penal, não que isso me seja muito relevante sobre quem sou, acredito estar mais relacionado com minha história.
Venho de uma família brasileira típica: meu pai e minha mãe são pessoas honestas que sempre trabalharam (muito) para buscar oferecer o melhor para meu irmão e eu. Apesar da extrema formalidade que compele o viver dos dois, sei por fato e história o quanto eles nos amam. Meu pai sempre foi um cara absurdamente estourado e - até recentemente - acreditei que isso era apenas seu jeito de ser, afinal o cara já engoliu alguns sapos da vida (principalmente de sua falecida mãe).
Talvez pelo fato de ser tão estourado, permiti por muito tempo que minhas escolhas fossem feitas por mim, afrontar seus nervosismos só me gerava ainda mais ansiedade. Sempre me foi difícil o necessário pisar em ovos com ele, já que somos pessoas absolutamente distintas. Seu ideal de justiça é através da imposição da violência enquanto sou apenas um advogado que valoriza o debate, defende as garantias e direitos individuais e conhece um pouco das mazelas do nosso maravilhoso Brasil.
Fiz uma faculdade (duas, se prezar pela especificidade) que me habilitaram em uma profissão que não tinha e nem tenho a menor intenção de exercer. Sou advogado inscrito na OAB/SP, porém tudo que gostaria de fazer é rasgar minha carteira e escrever... Mas tudo bem, quem não é advogado hoje, não é mesmo?! Está ai a primeira vaidade formal que meus pais têm sobre mim que não faço questão.
Tenho um irmão mais velho (programador) que, com muito trabalho e talento, conquistou seu lugar ao sol nesse caótico mundo e foi morar em outro país, longe do julgamento dos velhos.
Para o caçula, restou apenas buscar se adequar a sociedade de uma cidade do interior paulista (~180k habitantes, ~450km da capital) e tentar ganhar algum dinheiro, porém, como fazemos isso quando não há oportunidades e se é um desarticulado?
Aos melhores empregos, não possuo a experiência. Para os demais, sou mais qualificado do que deveria. Sou um monstro em pele de homem, vagando por uma cidade que não parece ter o interesse de recepcionar o diferente.
Veja bem, estimado leitor. Sei o que sou e, acredito que aqui, seja o momento ideal para dizer o bestial ser que lhes redige este biográfico texto. Minha sinceridade é inata, não posso me mostrar por menos, não me sentiria bem comigo mesmo se não soubessem quem realmente é aquele que lhes pede algo.
Há alguns anos - graças a uma maravilhosa ex-namorada psicóloga - contrariado pelos meus pais que sempre viram saúde mental como tabu, decidi buscar ajuda profissional para tratar o vazio existencial que existe/ia dentro de meu peito. Após 6~8 anos de terapia e pelo menos outros 6 de clínica psiquiátrica, me deparei com o diagnóstico de um distúrbio de personalidade, "Transtorno de bipolaridade tipo 2", dizem os médicos. Como gosto de informalidades, prefiro chamar apenas de "meus demônios".
"Meus demônios" por muito tempo foram seres antagônicos dentro de mim, me aterrorizavam madrugadas a dentro, cochichando terríveis segredos em meus ouvidos. "Nunca serás o suficiente", "aqueles que dizem te amar riem de ti", "se tens medo de monstros olhe bem para dentro de si: tu és o monstro de quem teme". Nada legal, não?!
Medicação e terapia me tornaram inteiros, ao menos o suficiente para que tomasse as forças necessárias para meu "salto de fé", me fazendo no começo do ano finalmente deixar o ninho e buscar continuar somente com a força de minhas próprias pernas. A felicidade e a esperança, como bem sabem do ano de 2020, talvez tenham sido mal colocadas.
Surpreendentemente, mesmo com as coisas nesse plano de existência estarem indo em vertiginoso declínio, me encontro de certa forma bem e feliz comigo mesmo. "Meus demônios" agora são seres integrados em minha convivência e, com a força do estudo da filosofia (valeu Platão, estoicos, Nietzsche e demais) e outros literatos, descobri que não deveria mais temer minha patologia. Aprendi que ela sou eu e eu sou ela, essa "bipolaridade" que me faz navegar tão rapidamente entre humores é tão somente parte de quem sou. Se antes terapia e remédios eram minha cura, hoje digo com propriedade que aprendi ser minha própria mirtazapina. Se antes chorar de manhã e sorrir de tarde eram um problema, hoje aprecio o fato de lacrimejar enquanto escuto Avril Lavigne (que mulher!), mais tarde me abraçar ao som de Dream Theater e me odiar durante as madrugadas com Witchcraft ou Void King. Música, filmes e livros: ai está minha eterna companhia.
Pois bem, caríssimos estranhos. Sou o que sou e não lhes nego! Talvez esse seja o maior trunfo do anonimato: a possibilidade de ser quem quiser ser sem o prejuízo de julgamentos. Espero que minha sinceridade não lhes seja ofensiva ao decoro, para os que até aqui chegarem agradeço de coração sua insistência.
Ok, ok, divago! Vamos voltar ao ponto central e motivo desse texto: Não tenho amigos e não tenho emprego. O primeiro se deve ao fato de que sou quem sou: aprendi a duras verdades que em uma cidade deste tamanho existem mais pessoas dispostas a lhe julgar do que entender. Geralmente fogem quando confesso ser bipolar ou quando descobrem que não tenho medo de estar em contato com meus sentimentos. Que coisa não?! Em pensar que o que todos buscavam era verdadeira conexão e honestidade nas relações. Mas tudo bem, quem lhes redige sabe que sua intensidade pode ser exigente demais da disponibilidade dos outros, procuro não julgar os que me negam.
Já para falta de emprego talvez seja uma consequência lógica do primeiro: Em entrevistas de emprego costumo ser brutalmente honesto com meu empregador (afinal não é o que pedem?), ainda há pouco me perguntaram qual o meu salário ideal, quando respondi minha quantia, balançaram a cabeça em sinal negativo e disseram que era incompatível. Quem sabe não tenha sido o mais inteligente de minha parte dizer que "talvez o senhor não devesse fazer perguntas que não lhe agradam a resposta, achei que me perguntavas o que eu queria, não que buscasse adivinhações". Sim, sou este tipo de ser. Novamente perdão se lhes ofendo, reafirmo não ser minha intenção. Convido-lhes para uma reflexão, amado desconhecido: poderia eu, sendo quem sou, responder diferentemente?
Pois bem, venho fazendo o que todo jovem advogado têm feito: ofereço serviços jurídicos a preços módicos (que costumeiramente adapto aos meus clientes como forma de lhes ajudar). Sou criminalista mas somente atendo um seleto tipo de criminosos: àqueles a quem se não oferecido um serviço jurídico, muito provavelmente seriam engolidos pela máquina punitiva do Estado e integrados ainda mais a criminalidade. Não advogo para partidos criminosos e muito menos para criminosos de carreira, minha intenção é ajudar e não livrar-lhes de culpa. Talvez percebam aqui os motivos de porque não me restar dinheiro...
A fim de dedicar ainda mais honestidade à este texto, digo-lhes que tenho sim uma amiga. Uma sócia-comparsa, somos advogados e trabalhamos juntos coletando moedas enquanto tentamos ajudar, um pássaro de asa quebrada por vez.
Novamente divago, perdão. Ao ponto então: bem, como já devem tê-lo percebido, meu negócio é a escrita. Amo escrever, estudo latim por hobby, leio dostoievisk por esporte. Escrevo poemas, poesias, cartas, o que quiser. Dedico aos meus amigos e conhecidos aquilo que posso oferecer: no meu caso é o que coletei em meus 30 anos de existência. Você tem um problema amoroso? Ótimo! Sou teu brother e lhe farei uma carta ou um poema para que sares o coração, ó jovem apaixonado! Lhe incomoda a ansiedade saber que em breve terá que defender seu TCC? Maneiro, meu parceiro! Dedicarei à ti minha próxima carta sobre como deve se lembrar que em outra época, também já se apavoraste com o vestibular mas, ainda assim sobreviveste. Aproveito para lhes endereçar esta pergunta: Como se sentiriam se alguém lhes dedicasse uma carta sobre um problema que você confessou ter? Enfim, acho que pegaram o fio da meada.
Atendendo ao meu cósmico chamado, neste mês de setembro (setembro amarelo, lembro), silenciei meus demônios e passei a publicar alguns de meus textos, cartas e poemas em meu facebook particular. Alguns receberam mais likes que outros, alguns nenhum. Devo dizer que me dói saber que minha escrita às vezes não é apreciada.
Ao verem uma suculenta oportunidade, meus "dêmos" foram atiçados e voltaram a sussurrar. A minha vantagem é que neste momento, estando um bocado mais forte que antes, pensei que talvez não devesse eu ceder a régua que me mede à mão de pessoas que porventura não são verdadeiramente amigas. Improvável mas possível...
Sem dinheiro, sem perspectiva e sem companheiros, resto sozinho vivendo em um apartamento quase de favor com um conhecido. Gostaria de me mudar para São Paulo e conhecer todas aquelas pessoas estimulantes que pertencem àquele maravilhoso lugar, porém, como, se não disponho de condições nem para minha terapia e psiquiatra? Às vezes sinto que minto para as duas quando digo que estou bem, em ordem de fazer diminuir o número de sessões e medicamentos que preciso despender. Mando meu amor para as duas: não fosse por elas e os descontos absurdos que me proporcionam (na terapia, pago menos da metade; na psiquiatra, 1/3), talvez eu não estivesse me sentindo tão radiante. Não é lindo quando profissionais se despem de sua autoridade e tocam outro humano apenas como um humano?
Pois bem, venho até este maravilhoso sitio eletrônico e lhes peço: sejam meus juízes! Convido-lhes ao meu julgamento e de meu trabalho. Serei eu um bom escritor? Existe um ofício por trás destra escrita? Poderia eu tudo abandonar e - quem sabe finalmente - me encontrar alinhado e instrumentalizado pelo senhor universo através da bela e indescritível energia cósmica enquanto escrevo? Acredito que o tempo e os senhores podem me dizer...
Encaminho o link de meu tumblr (tumblr pra escritor br, ok, isso é ainda de se analisar), nele encontrarão algumas de minhas escritas publicadas nesse mês de setembro. Caso a paciência e a boa vontade acompanhem os senhores e senhoras, peço gentilmente que leiam, avaliem e sentenciem neste post o que considerarem pertinente. Caso estejam cansados de minha presença e queiram buscar apenas o poema mais lido, acredito que tenha sido este.
Para aqueles que realmente creem no valor de meu trabalho, também anexo um link para doação em paypal, onde aceito qualquer valor que puderem me ceder. Por ora, fica desabilitado a possibilidade de subscreverem em assinatura as doações, antes avaliarei se há futuro para mim nesse negócio de escrita.
E para você, que precisa de alguém que lhe escreva uma carta, um poema, uma poesia, ou que tenha, sabia ou queira um empregado escritoredatofaz tudo, sabia que recebo pedidos por email ( DillonHagarF ARROBA gmail PONTO com ) ou até mesmo através desse post ou direct.
Há aqueles que me chamarão de tolo por acreditar na bondade de estranhos na internet, devo lhes dizer que não me importo. Somente atendo minha própria natureza assim como acredito que cada um deve atender a própria. Estejam todos abençoados e em paz: aos que me ajudarem, mais, aos que me ignorarem, em igual proporção.
Por fim, agradeço todos que chegaram até aqui. Vocês são seres maravilhosos e o dom de sua curiosidade proporcionou a um desconhecido na internet um momento de felicidade. Um profundo e sincero obrigado! Sintam-se amados até mesmo por quem lhes desconhece!
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2020.09.28 22:28 Motrok Ayer se fue mi abuela. No se la llevo el Covid, pero sí se la llevó el Covid. Era una abuela cualquiera, y por éso, una de las personas más importantes del mundo. Quisiera compartir ésto para que la conozcan.

El 20 de marzo de 2020 comenzó lo que, en ese momento, iba a ser una cuarentena. El día 19,uno antes; Blanquita, mi abuela, cumplió 87 años. Ochenta-y-siete.
Cuando mi abuela nació, corría 1933. No existían cosas como los satélites, las computadoras, y conceptos como un teléfono celular o internet no eran ni ciencia ficción: ni siquiera habían sido imaginados aún. En Alemania un tal Hitler tenía unas ideas extrañas pero no mucho más y pasarían varios años hasta que comenzara la Guerra Fría o un avión se estrellara contra las Torres Gemelas en Nueva York. Faltaban dos años para que se estrellara el avión que llevaba a Gardel, 13 para que un Coronel llamado Juan Domingo fuera nombrado presidente, 27 para que naciera el Diegote (y 53 para que nos diera algo de revancha contra los Ingleses) y 83 para que Palacio no la tirara por abajo. Era por abajo, Palacio.
Ese día de 1933 faltaban exactamente 87 años y UN día para que comenzara esta cosa que llamamos "cuarentena", y nació Blanquita Ana.
Cuenta ella, única testigo viva del evento, que nació en una toldería cerca de un pueblo llamado Sarmiento, o "Colonia Ideal" como le pusieron los gringos que la fundaron, a orillas del lago Musters en el sur de Chubut. Que no se llamaba en ese entonces Chubut, que recién nacería en 1955, 22 años después que mi abuela Blanca.
Hija de doña Rosa, aborígen Tehuelche argentinizada, y vaya a saber qué padre (ella sospechaba del gallego Poza, me lo contó varias veces... pero los ojos verdes oscuros de mi abuela me hacen pensar más en algún escocés, algún boer o capaz un galés de ésos que se asentaron con la venia de las autoridades nacionales en tierras ancestrales de los aborígenes), Blanquita vivía en pleno campo. Mil historias lo retratan, como cuando me contó que aprendió a buscar un hueco o cueva para resguardarse de una tormenta de rayos, o de cómo le encargaban cuidar a las chivas que eran para carnear (salvo a su preferida), o de cuando la mandaban a cambiar leche de esas mismas chivitas por harina o aceite al almacén/proveeduría del pueblo.
De adolescente pasó el ejército y se la trajo para mi Comodoro natal, a trabajar de criada para unos alemanes. Ella siempre quiso a esa familia. El patrón (a veces le salía "amo") era borracho, pero le pegaba poco, cuenta. Así fue hasta que un Riojano, un tal Blas (Blas María, mi abuelo se llamaba María), llegó traído por YPF para laburar el petróleo. Montador de turbinas era mi abuelo Blas. Alcohólico también, "pero buen hombre" siempre contó mi abuela. La casaron jóven, y jóven fue mamá. Mamá de mi mamá, también Blanquita.
Siempre fue más animal de campo que bicho de ciudad mi abuela. En su casa, construida por sus manos y las de mi abuelo, tenían un patio ancho y profundo. Siempre tenía su quintita. Me enseñó a cultivar maíz y a cuidar rosales. Me enseñó a elegir las hojitas de eucalipto para ese tuco especial que solo se comía en su casa. Me enseñó a matar ratas. Me hacía jugar con maderas, clavos y alambres. Con ella enterré en ese patio como 5 chupetes, hasta que finalmente lo dejé, y también enterré a todos los perros que acompañaron mi vida. Y yo amaba éso.
Blanquita (mi abuela) vivió ahí, su vida de india metida en la ciudad, durante casi 70 años. Digo casi porque, cuando mi hermana y yo nacimos, no dudó un segundo en irse a vivir a un rancho de chapa en la parte fea de la ladera del cerro (donde el viento pega más fuerte en la capital nacional del viento) para que mis papás, mi hermana y yo tuviéramos paredes techo y piso de cemento. Nunca dijo nada. Se las ingenió para hacerme jugar en la ventana: me sentaba y me decía que era un caballo, y yo cabalgaba. Me hacía pan, pizza, y siempre su tuco con eucalipto.
Yo crecí y mi vida fue distinta: tuve suerte. Pude ir a una buena escuela (de curas, exigente y cuestionable en algunas exigencias, pero eficiente en enseñar) y a la universidad. Me recibí y conseguí, primero no tan buenos trabajos, pero siempre para adelante. Hice mi vida, que es la vida que me gusta vivir. Mi abuela Blanca, como le dije a mi hoy esposa una vez, siempre estuvo ahí: "cuando la cosa es difícil, o está todo mal, o a veces cuando está todo bien, ella nunca te juzga: siempre te ve flaco (no estoy flaco desde que tengo 17 años) y te hace algo rico de comer". Me acuerdo una vez q venía complicado en el trabajo, llegué a su casa a almorzar y como me vio "con hambre" me hizo tortilla, y también choricitos a la parrila. Y pan casero. Con gaseosa que mandó a comprar al hijo del vecino. Después me aconsejó que me durmiera una siestita. Ésa era mi abuela, una persona que más que cualquier otra cosa, era una abuela: la mía.
Pasaron los años y mi abuela siempre siguió en lo suyo: empleada doméstica toda su vida, en épocas donde no se pagaban aportes a las "empleadas", se jubiló sin aportes, espalda ni rodillas. Cobrando menos que la mínima (porque una parte se la quedaba ANSeS para cobrarle a ella lo que el patrón de mi abuela nunca le aportó) hacía pan y tuco con hojitas de eucalipto y lo vendía por su barrio para hacer unos pesitos. Una vez, se fue al casino, agarró un pleno y me compró algo que me había escuchado mencionar mucho: una Playstation. La primera. Cuando me la compró, acá en Comodoro no conseguías ni juegos para ponerle ni transformador para enchufarla, porque era importada de Japón. Nunca supe cuánto le costó, pero sí supe entonces que tanta plata ella nunca había gastado en nada. Yo tenía no más de 13 años allá a principios de los 90, pero ya sabía que mi abuela se había gastado todo en mi sonrisa ese día.
Ya siendo yo más grande, con auto, me empecé a dar el gusto de ayudarla. Llevarla a jugar a la canasta a lo de sus amigas en mi auto, comprarle masitas o facturas e ir a visitarla para tomar unos mates. Traerla al asadito los findes con la familia de mi esposa. Cómo quería mi abuela Blanca a mi esposa!!! desde el primer día. Hasta en sus últimos momentos, de menos lucidez, donde me confundía a mí con mi abuelo fallecido hace 40 años, me preguntaba por mi esposa, si tenía trabajo, si seguía tan hermosa como siempre "esa rubia tuya". Sí abu, Sigue tan hermosa.
Mas años pasaban, menos amigas le quedaban. Se van muriendo, ¿no? es la vida. Antes era todo un circuito para juntarlas con el auto para tomar el té y jugar a la Canasta. Cada vez el circuito más corto. Primero Dorita, luego María, luego Celia y después la Joaquina. Se quedó solita Blanca, pero me tenía a mí. Todos los viernes a la mañana la llevaba al supermercado, a la carnicería, a la pollería y luego a la fiambrería: la carne, el pollo y el fiambre se compran donde se compran, no en el supermercado "donde te venden cualquier cosa". Sí, los viernes a la mañana, porque el buen Petoy, mi jefe, entendía la relación entre una abuela y su nieto. Gracias Vasco, ojalá nos veamos cuando yo vaya para allá, te extraño, te extraño, te extraño.
Pero el tiempo es implacable. Primero era verla cada vez más seguido. Después, poner alguien que la ayudara a la tarde a limpiar y a ordenar. Luego, gradualmente, que la acompañara todo el día. Y toda la noche. Traerla a vivir a unas cuadras de mi casa para poder ir a verla todos los días al salir del trabajo.
A sus 85, luego de una trombo pulmonar que agravó su vieja arritmia, ya no había manera: necesitaba atención médica disponible las 24 horas: Así que se fue al hogar de Lorena (gracias Lorena, gracias.)
Al principio me lo pidió, luego se quiso arrepentir, pero finalmente encontró su lugar: con Pedrito, con Ginger, y conmigo sacándola a pasear todas las semanas y siempre al asadito del sábado. Pero el tiempo es implacable. Ella lo sabía, yo lo sabía (aunque no quise jamás entenderlo). Y juntos nos fuimos preparando. Ese mes en el hospital fue tremendo, pero saliste bien Abu. La seguimos peleando, cada vez más pastillas, cada vez más médicos distintos, pero siempre para adelante.
Hasta que un día, después de tu cumpleaños 87 donde comimos torta, y te toqué la guitarra para que me cantaras con esa voz increíble, me dijeron que no nos podíamos ver más. Cuarenta días, lo que dura una cuarentena no es tanto, salvo que hayas nacido antes que Perón sea presidente, antes que Hitler invada Polonia, o antes que la Reina Isabel fuera Reina. Pero bueno, nos dimos un beso y un abrazo, y nos despedimos "hasta dentro de 40 días".
Ya pasaron más de seis (SEIS!!!) meses de ese beso y ese abrazo. Desde las videollamadas de Whatsapp vi a mi abuela Blanca adelgazar. Palidecer. Ví como, recién a sus OCHENTA Y SIETE años empezó a tener el pelo cada vez más blanco. Porque a Blanquita nadie le iba a decir cuándo tenía que tener el pelo blanco. Vi como, de a poco parecía estar cada vez más distante de la situación: como me preguntaba cuándo la iba a ir a visitar, cuando unos días atrás ella sabía por qué yo no iba. Tuve que soportar que me pidiera que la lleve a comer "uno de esos matambritos, ay que bien que asa tu suegro". Claudio, mi abuela siempre te adoró. Esos postres tan ricos "qué hace la señora", mi suegra. Cristina, el gusto por la tarta de manzana lo heredé de ella y siempre te respetó tanto que para ella siempre fuiste "la señora". Con esa pinta de alemana, estoy seguro, siempre la hiciste acordar inconcientemente a sus "patrones" gringos. No se animaba a decirte por tu nombre.
Nunca más pude llevar a mi abuela Blanca a comer esos asados, ni esas tartas de manzana tan ricas. Puta, ni siquiera yo mismo he podido.
Cuando mi abuela se cayó y se quebró la cadera tuvimos unos días juntos en el hospital. Pero ella ya se había ido. Estaba con "la nenita" (nunca supe quien esa esa nenita), y con "su mamita". Estaba con sus chivitas, en el campo, allá en Sarmiento, no en esa sala de hospital (gracias doctores y médicos del Alvear, gracias).
La operación salió bien, pero mi abuela ya no estaba más. Le dije chau, ese 19 de marzo, el día que cumplió sus 87. Nunca más pude volver a estar con ella.
Dicen los que deciden que lo más importante es la vida. NO. Lo más importante es, en el orden que más les guste, la dignidad, la familia, el amor. Estar juntos. Dicen que no hay libertad sin vida. La historia ha probado mil, cien mil veces, que la libertad y la vida suelen ir por caminos separados.
A mi abuela Blanca ya la vacuna no le va a servir. Y no porque desde ayer su persona ya no esté más, sino porque igualmente, para ella, no iba a llegar. Ella podía irse en cualquier momento: cuando nacés 16 años antes de que Borges escriba su Aleph, un coronavirus no es más riesgoso que sentarte en el inodoro o que ir al asadito familiar sin camiseta debajo de la blusa.
Cuando las personas se van, las buenas cosas que nos enseñaron, y que nosotros replicamos en nuestro día a día, es la forma en la que quedan.
Mi abuela se queda conmigo en el trabajo, en la perseverancia, en la alegría, en el amor I N C O N D I C I O N A L
Cuando nacés 44 años antes de que Spinetta escriba una Canción para los Días de la Vida, entendés bien qué es un riesgo, y por qué, a veces, vale la pena tomarlo. Le robo las palabras al Flaco, abuela: no tuviste la suerte de que te educaran para ser elocuente, pero yo tuve la suerte de que me educaras vos para aprender a serlo y a entenderte, así que las hago mías y las hago tuyas.
Si la lluvia llega hasta aquí, voy a limitarme a vivir. Mojaré mis alas, como el árbol o el ángel... o quizás muera de pena.
Chau abu, te amo para siempre.
Leo, que es tu nieto.
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2020.09.24 23:13 robhouseblues Boa tarde, Brasil! Preciso da ajuda de vocês pra fazer uma surpresa pro menino que eu gosto!

UPDATE: Eu não tenho palavras pra agradecer o carinho e a preocupação de vocês! De verdade! A gente tava jogando juntos ontem e não parava de chegar notificação do celular do meu namorado. Ele: "Nossa, que doideira, tem um monte de gente curtindo meus desenhos e me seguindo". Eu (tentando não parecer empolgada demais): "Eita amor, que top!!! Devem ter te descoberto". Deu um tempo, as notificações não paravam de chegar, ele tava muito feliz e confuso, o homem começou a ficar desconfiado. Ele: "Mas que coisa, de onde tá saindo toda essa gente será?". Eu: "Sei lá amor, mas que bom né???". Ele: "Você tem alguma coisa a ver com isso?". Eu não sei mentir. Ou eu começo a rir ou começo a chorar sempre. Nesse caso foi quase os dois juntos. Eu falei que não, comecei a rir, meu olho encheu de lágrima, eu tentei esconder a cara pra ele não ver, foi uma bagunça. Não teve como esconder. Ele me agradeceu, a gente ficou um tempão abraçados, ele muito feliz e eu mais ainda. Depois eu dei meu celular pra ele ler os comentários que vocês escreveram sobre o trabalho dele, ele ficou muito emocionado. Meu coração foi ficando cada vez mais quentinho. Ver um sorriso na carinha desse homem que faz tanto por mim me enche de felicidade. Ele até decidiu pintar um desenho novo hoje pra comemorar! Obrigada a todo mundo que tirou um tempinho pra ver a arte dele, de coração. Eu mesma vou tirar um tempo pra agradecer todos os comentários de vocês um por um, me sinto em dívida eterna com todos. Quanto a mim, obrigada também quem se preocupou, eu já voltei pra terapia e estou bem e melhorando cada vez mais com todo o apoio que esse homem me dá! Obrigada mesmo, pessoal. Eu desejo um mundo de felicidade pra vocês todos!
É o seguinte.
Eu sou uma mulher nos seus 25 anos que tem "picos" de síndrome do pânico e ansiedade desde os 10. Desde criança eu tenho fobia de ficar doente, então vocês podem imaginar o inferno pessoal que essa pandemia tá sendo pra mim. Quando toda essa história de Covid começou no início do ano eu voltei a ter muitas crises e o meu namorado tem feito o possível e o impossível pra me ver bem. Eu jamais conseguiria passar por essa pandemia sem todo o suporte emocional que ele tá me dando. Pelo menos não sem estar dopada de Diazepam todos os dias, rs.
Quando eu começo a me sentir ansiosa ele larga tudo pra me ajudar a manter a calma e não entrar em desespero. O que antes chegava no ponto de eu ter que implorar pra alguém me levar pro hospital porque eu achava que tava morrendo (eu nunca tava, o médico sempre falava que tava tudo bem, só me dava calmante na veia e logo eu melhorava), agora a crise passa depois de 5 minutos que meu namorado passa conversando comigo pra eu me acalmar e me ajudando a respirar direito. Quem já passou por crises de ansiedade e/ou pânico sabe: conseguir se livrar de uma crise tão rápido e sem remédios não tem preço. Eu me sinto infinitamente grata por ter alguém tão incrível do meu lado e às vezes acho que não existe no mundo inteiro uma forma de eu conseguir retribuir à altura tudo o que esse homem faz por mim.
É aí que eu preciso da ajuda de vocês. Ele é artista e - como todo artista - volta e meia fica desanimado com a própria arte. Isso me parte o coração porque particularmente eu acho o trabalho dele incrível (e não é porque ele é meu namorado, eu juro). Eu tento encorajar ele a continuar pintando sempre que posso, compartilho a arte dele e tento ajudar sempre que possível da forma que eu posso, mas às vezes eu acho que ele precisa do incentivo de outras pessoas também. Por isso, queria pedir pra vocês darem uma olhada no trabalho dele e, se vocês gostarem, talvez deixar uma curtida ou um comentário pra incentivar ele a continuar pintando. Eu vou ser eternamente grata por cada um que puder ajudar esse homem incrível a perceber o quanto a arte dele é maravilhosa!
Obrigada por quem leu tudo até aqui, espero que estejam todos bem e se cuidando durante essa época difícil. Bebam bastante água, tomem sol, façam exercícios e cuidem da cabecinha e da saúde de vocês!
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2020.09.18 10:52 TiaSayu Ajuda para aqueles que tem ansiedade...

Yo mina, Daijobu deska? *ೃ˚
Hoje falarei sobre um tema que me atormenta assim com muitas pessoas diariamente. Espero que esse texto ajude alguém que nessa pandemia, anda sofrendo com o dobro das reações desse distúrbio.
AVISO: Se caso você sofre com este problema e níveis descontrolados POR FAVOR, procure por profissionais para se auto-ajudar. Não tente sobre HIPÓTESE alguma tomar medicamentos por conta própria e nem usar métodos não convencionais. Sempre consulte o seu psiquiatra ou médico sobre suas dúvida, e se cuide da maneira correta.
Bilhetinho: Espero com que este texto seja fonte de muito apoio para aqueles que sofrem disto, um guia para aqueles que querem ajudar alguém que sofre. Espero que, de alguma maneira, posso ter sido útil na vida de alguém e ter alegrado o seu dia ♥
Vamos para o textinho︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶
Bom... Para aqueles que desconhecem a ansiedade é algo comum e todos estão sujeitos a senti-la. No entanto, a ansiedade é uma doença subjacente (Que não se manisfesta claramente) somente quando os sentimentos se tornam excessivos, obsessivos e interferirem na vida cotidiana da pessoa, em resumo: ''A Ansiedade é um termo geral para vários distúrbios que causam nervosismo, medo, apreensão e preocupação exagerada. ''
A ansiedade que estou citando é mais do que o comum do qual estamos habituados. Está além da empolgação de ir se apresentar em uma entrevista de emprego ou comparecer no primeiro encontro; Tal circunstância pode se agravar com traumas ou com problemas persistentes na vida de alguém, e os sintomas são duradouros e limitadores, o que atrapalham a vida desta pessoa.
Os principais sintomas que podem acontecer são:
Para ajudar ou se auto-ajudar, é necessário entender esses pontos e procurar conversar ou se entender. Procurar as fontes e raízes desta ansiedade e tentar muda-las para amenizar os efeitos. E é para isto que existem os profissionais e pessoas que podem te dar esse suporte durante uma crise.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos importantes:;
Para aqueles que querem ajudar alguém que sofre com isto, é necessário entender algumas coisas cruciais... E entender em si o que é a Ansiedade e os seus tipos.
1- A coisa mais importante é se ter PACIÊNCIA.~ A pessoa já está sofrendo com diversos pensamentos a mil por hora, mal conseguindo conter as próprias emoções e atos. Tenha cautela ao se referir e agir, qualquer erro pode dar a entender que a pessoa afetada só está incomodando e atrapalhando a vida dos outros (E vai por mim, isso vai piorar em 1000%)
Tente conversar, ajude-a se acalmar, converter os pensamentos negativos. Incentive fazer algo divertido ou diferente, algo que vá distrai-la e alegra-la. Dê amor, carinho e seja compreensivo. Evite Julgar, apontar erros e defeitos.

2- Seja compreensivo.~ Tenha em mente de que aquela pessoa que sofre de ansiedade, não tem controle sobre os próprios pensamentos e emoções. Evite fazer mistério e joguinhos de adivinhação, assim como botar medo ou pressão. Além de ser algo completamente irritante para qualquer um, para um ansioso ele ficará bem mal e aflito. Ex:;
'' Preciso te contar algo, mas só posso contar amanha'' ou ''Estamos atrasados. Se apresse!''
Faça isso e é uma noite que você rouba desta pessoa. Enquanto a você dorme tranquila, o ansioso fica acordado, pensando em tudo que é possível e o impossível para adivinhar o tema do assunto ou se cobrando por ter feito melhor.Então por favor, não faça estas brincadeiras de mal gosto, prometendo e adiando coisas, isso faz um mal que só o ansioso entende.Entenda que nossa cabeça funciona a mil por hora, diferente das demais pessoas:Ex:;
Pessoa normal: ''Ata certo, tenho que fazer isto e pronto..''
Ansioso: Tá eu tenho que fazer isso... Perai, será que eu desliguei o gás? ESSA NÃO, SE A CASA EXPLODIR VAI SER MINHA CULPA, PESSOAS VÃO MORRER E A CULPA SERÁ MINHA. Mas.... Será que eu tranquei a porta?... E SE ALGUÉM INVADIR MINHA CASA E FAZER TAL COISA.
(Vai por mim, isso não vai acabar tão cedo. Então por favor, tenha consciência)

3- NUNCA, SOBRE HIPÓTESE NENHUMA, JULGUE. EVITE TOTALMENTE DAR TRANCOS: Como dito, a sensação de estar incomodando é constante. Pensamos que a pessoa nos abandonará, ou que estamos fazendo mal a ela ou atrapalhando a vida dela, nos sentimos inferiores e sempre estamos nos menosprezando. Há casos que até mesmo, o ansioso termina um relacionamento bacana apenas por pensar que ele é incapaz, que o seu conjunge não o(a) suporta e nem gosta dele(a).
E realmente, há pessoas que julgam.Falam que somos muito complicados, que estamos fazendo drama ou teatro, nos evitam para não ter alguém ''enchendo o saco'', e que nos afastamos por ser pessoas ''falsas''. Houve até comentários na minha vida, de pessoas aconselharem a opção de término de um namoro, pois deduziam que a menina estava distante, que ela estava traindo e estava sendo seca de proposito.
NÃO! Nos isolamos e nos afastamos por achar exatamente que estamos fazendo algum tipo de male. Jamais julgue ou se deixe elevar por opiniões alheias. Tente conversar e entender, não vá se precipitando. No final, se caso isso tenha força, só sofreremos ainda mais.
4- Ouça mais e seja sincero: Se a pessoa finalmente conseguir desabafar, a escute até o fim. E se ela hesitar por medo ou insegurança, acalme-a e prossiga. Na maioria das vezes, elas só querem ser ouvidas e não receber conselhos (A não ser que ele(a) peça). E o mais importante, não finja falsa sinceridade, não dê essa expectativa falsa, além de ser uma ato bem babaca, isso só mostra que no fim, você não estava preocupado e nem interessado em ajudar de fato, que só fez por mera educação.
5- Convide-o(a) para dar uma volta: Se possível no momento, convide-o para uma volta. Caso a pessoa aceite, converse e tente distrai-la e acalma-la, fazer atividades talvez, fazer alguma coisa bacana. Gastar a energia em uma caminhada ajuda bastante (Bom, pelo o menos para mim ajuda)
6- NUNCA, JAMAIS OFEREÇA BEBIDAS ALCOÓLICAS: É serio, em crises a pessoa pode associar a bebida como um escape. AI meu filho, ficará difícil faze-la abandonar.
7- E por ultimo. Não diminua isto: Ansiedade é algo que precisa de atenção, assim como a depressão. É algo que afeta a vida de alguém de forma profunda, sendo motivo de vários suicídios e problemas graves nas famílias. Não a trate como algo banal e sem importância, é algo que precisa de atenção e empatia.
︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀
Conselhos para aqueles que Tem a ansiedade e querem uma mãozinha para amenizar os efeitos ♥
1- Pratique alguma atividade física.Dança, artes marciais, ginastica... Qualquer coisa! Isso, além de dar uma animada e fazer bem para a saúde, ajuda a distrair a mente e ''descontar o estresse''. É um ótimo incentivo.
2- Meditação: Se é algo que me ajudou muito nas minhas crises, é a meditação. Ouvir uma musica calma, controlar a respiração, fechar os olhos e relaxar o corpo. É uma boa pedida e AJUDA muito numa crise.
3- Ouvir musicas favoritas: Como uma ansioso precisa descontar sua energia, desconte dançando ou curtindo uma musica de preferência. Isso ajuda e MUITO, nem que seja necessário repetir a musica diversas vezes ou cantar junto.
4- Mantenha uma alimentação top: Sim, até a comida influência. Evite comidas muito gordurosas em certos horários do dia. Os hormônios podem ser nossos inimigos após alimentação.
5- Desconte em seus Hobbies ou descubra novos Hobbies: Nada melhor do que fazer o que a gente gosta, nestes momentos o Faça! Isso pode ajudar durante uma crise e vai distrair sua mente para focar neste Hobby.
6- Pense ao contrario de tudo!: Se realmente está difícil de suportar a crise e nada está ajudando, Alimente boas sensações. De todos os pensamentos negativos converta para os bons. Ex:;
"'Droga eu teria conseguido se eu tivesse feito tal coisa... Não, eu dei o meu melhor e sei que estão orgulhosos de mim. Vou me esforçar mais para que na próxima eu não comenta o mesmo erro. ''
''Ain... Ela falou tão mal de mim... Por que? O que eu fiz?... Não! Há pessoas que me ama do jeitinho que eu sou, e se essas pessoas que são importantes para mim me amam pelo o que eu sou e amam minha aparência, então eu acredito nelas e que se dane o resto!.
Isso é psicológico, não e deixe levar pelos os próprios julgamentos e não se castigue! ♥
7- Procure se amar e se auto entender, reconheça que todos podem errar, e que errar não é algo ruim. Aprender com os erros é melhor do que aprender com os acertos. Se caso você errar com alguma coisa, não se abale! Se valorize e reconheça que você é incrível e que há pessoas que adoram o eu jeitinho.︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶︶ °・❀

Minha experiencia: Sofro de ansiedade, fruto por parte da minha mãe e traumas vindo da época do fundamental/colegial. Meus dias são difíceis e parecem somente piorar. Minha crises são graves e preciso de ajuda na maioria das vezes, tomo medicamentos para ajudar nos sintomas que, muitas vezes, funciona. O sentimento de angustia é algo que realmente machuca, algo que não me dá paz e me faz ter pânico quase por três dias inteiros.
Quando meu namorado está comigo, me ajudando e me dando suporte e amor é algo muito bom. Me sinto muito bem e sinto que melhoro e evoluo demais a cada crise, é importante entender a existência dessas pessoas na nossa vida e de como isso ajuda a evoluir nosso ser. Já fui muito julgada, abandonada, criticada e realmente, são coisas que apenas pioram minha vida. Mas sigo lutando e espero ajudar outras pessoas como eu o aquelas que tem a boa intenção de ajudar estas pessoas.
Enfim, espero que tenham gostado e ter realmente ajudado alguém ♥
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2020.09.17 22:57 Sespez 2 años viviendo con una Karen, el comienzo de un infierno

Cast: Yo, mi hermano, la Karen, Abuela
Personajes secundarios: Mamá y Papá

Bueno, esta historia es algo bastante larga, trataré de contar los detalles mas importantes y no desviarme tanto.

Cuando mi hermano y yo teníamos 17 años estábamos a punto de empezar la Universidad y estabamos bastante desesperanzados, pues las carreras que queríamos solo se podían estudiar fuera de la ciudad y mis padres no podían costearse estudios foráneos, así que las opciones que nos daban era que mi hermano estudiase Comunicación y yo Arquitectura (como si eso fuese mas barato). mi hermano quería estudiar Letras y yo Artes.
Mi papá tiene dos hermanos, y la Karen en cuestión es su hermana. Karen vivía en la ciudad donde podíamos estudiar nuestro sueño y nos ofreció irnos a vivir con ella, no tendríamos que preocuparnos por comida ni renta, ni nada mas que nuestros propios estudios, habló con nuestros padres y quedó decidido. Presentamos exámen y mi hermano si quedó en la uni pero yo no, asi que el se fue y a mi me ofrecieron irme para tomar cursos de pintura, ya que en mi carrera debes presentar un examen de habilidad ademas del examen de ingreso. Total que no me fui por pasar mas tiempo con un novio que tenia que de todas formas terminé con él un mes después de iniciar los cursos. Lo sé, mis decisiones a esa edad (ya 18) fueron muy malas. Me fui a inicios del año siguiente y tome un curso de 4 meses para volver a presentar el examen (sería en Mayo). Recuerdo que mi relación con mis padres nunca había sido buena y al irme no mejoró. Cuando llegué al depa donde vivia mi tía, mi hermano ya llevaba un semestre cursado y se lo veía bien a mi parecer, pero el infierno comenzó al día siguiente de llegar. Por alguna razón mi hermano se echó un desodorante que a la Karen (asmática) le hacía mal. y me empezó a regañar a mi (mas que regañar, hablar con gritos, reclamos) sin saber si había sido yo.
Mis cursos eran martes y miercoles, asi que el resto de la semana no hacía mucho. Mi hermano tenía clases todos los dias, lo normal. Karen decidió que teníamos que ir a "ayudarla" al trabajo todos los dias sin importar que quisieramos hacer otras actividades. Nosotros nunca lo dudamos, nos convenció de que al ayudarla ella nos ayudabamos nosotros a tener una mejor calidad de vida o alguna mierda por el estilo. Todos los dias, todo el día en mi caso. Había dias que por "ayudarla" salía tarde a mis cursos y llegaba con el tiempo al límite, se lo hacía saber pero me culpaba por no apurarme en el trabajo. Cabe recalcar que era una Godín (trabajadora burocratica) y esa "ayuda" era hacerle todo, desde pasarle impresiones de la copiadora de la oficina, escribirle los oficios, hacerle TODO. Nuestra "paga" era basicamente vivir comodamente, lo que nos había ofrecido hacia meses.
Nosotros nunca nos atrevíamos a decir nuestras inconformidades por dos razones:
Toda nuestra vida sufrimos abuso emocional y psicologico por parte de nuestros padres y físico por parte de nuestro padre. Asi que para poner límites, aprender a decir que no, defendernos y en general ser humanos funcionales, no servíamos.
La otra razon es que si le decíamos a mi tía que algo no nos gustaba nos culpaba por ello, en vez de aceptar que no queríamos ir todos los dias al trabajo como ella nos habia manipulado para creer que era una obligacion, decia que ya que eramos 3 habia que ayudarnos entre todos. Pero esa ayuda entre todos era solo para las cosas que le convenian, o sea, beneficios propios como el trabajo o la casa. Eramos sus sirvientes, si ella quería una hamburguesa a la 1 de la madrugada teníamos que salir a esa hora a algún local abierto y comprarsela, pero para esto nos preguntaba primero si teníamos hambre, y aún si no teníamos tanta teníamos que salir a comprarle. viviamos en una zona algo cara y concurrida de locales de comida y comerciales en general. Tambien barríamos, lavábamos los trastes y, aqui se pone la cosa mas turbia, teníamos que dormirnos a la hora que ella se dormía porque habia una sola cama. Como digo, la zona era cara pero donde rentaba era casa de otra tía que le cobraba barato, y el lugar era muy pequeño. Entonces teníamos que darle masaje TODAS LAS NOCHES para que ella se durmiera, o cantarle, o cosas por el estilo para que la Reina Malvada se sintiera amada, porque era un ser tan vil y asqueroso que todas las personas que se acercaban terminaban alejandose porque no la soportaban, y esto lo viviriamos tiempo después.
Una de esas noches, ella creyó que yo estaba dormido y paso su mano por mi área genital. Yo nunca dije nada. Tiempo despues me enteraría que a mi hermano le hizo lo mismo.

tratare de ser breve desde ahora porque si no me alargaré mucho, solo queria dar una introduccion a cómo era su dinámica de abuso y manipulación.

Mi abuelo murió poco antes de que yo entrara a la Uni en Agosto, y esto hizo estallar la relación de por sí poco estable que tenía Karen con mi papá. Pues un dinero del seguro de vida de mi abuelito que estaba a nombre de Karen mi padre lo tomó con ayuda de mi abuelita para arreglarle su dentadura, que no es nada barato, ésto hizo entrar en colera a la maldita Karen e hizo todo lo posible para hacer quedar mal a mi padre frente a la familia. Mi abuelita se había quedado practicamente sola y, aprovechando que para esas fechas ya nos habiamos mudado a un lugar mas amplio, Karen decidió llevarse a mi abuelita a nuestro nuevo "hogar". Esto significó una nueva etapa en el infierno que era vivir con la idiota. Si bien habiamos accedido a ayudarla con el cuidado de mi abuela, nunca nos imaginamos que nos iba a dejar a cargo tambien de sus citas con el médico, lo cual era un lío porque el proceso de cambio de hospital estaba complicandose por falta de documentos. Tambien me hizo a mi responsable de retirar su pensión, lo cual tambien era un proceso porque ese dinero era de la pensión de mi abuelito y para autenticar su identidad necesitaba registrar sus huellas en el banco, y para colmo sus huellas casi no se leían, asi que para ese entonces yo me encargaba de lo siguiente:
Hacer el café de la mañana, darle un aperitivo previo el desayuno a mi abuelita, poner la mesa, barrer, sacar la basura, calentar el desayuno a mi abuelita, tender la cama de Karen, ayudarla a escoger su vestuario para su nuevo trabajo (ahora ganaba mas pues era subdirectora de otra institución pública), llamarle a su chofer (el cual no era su chofer, era conductor de la institución) para que viniera por ella cada mañana, lavar los trastes de la comida, de la cena, atenderla cuando llegaba del trabajo, hacerle junto a mi hermano sus trabajos, ayudarla en los eventos públicos que hubiera por parte de su trabajo (cargar cosas, participar, ponernos de tapete). Se preguntarán cómo manejaba mis tiempos para cumplirle sus caprichos y cumplir con mi universidad. No lo hacía, mis calificaciones están del asco porque descuide mis estudios y en general mi persona por cumplirle a ella. Mi horario era super random, de que algunos días entraba hasta las 12 y otros ni siquiera tenía clases, por eso podía disponer mas de mí y menos de mi hermano, que tenía un horario estricto de 8 a 2 o 3 de la tarde. No podía hacer actividades por mi cuenta porque la Gorda Malvada necesitaba "mas ayuda" en su nuevo trabajo. Y los masajes obligatorios que cada vez eran menos seguido.
Otro detalle que se me olvidó mencionar fue que ella fumaba marihuana. Mucho, y yo me dejé arrastrar por ese gusto que se convirtió en adicción.
Mi vida era un asco, me veía mal, me sentía mal, mis niveles de ansiedad y depresión estaban al tope, no cumplia con la escuela y me estaba atrasando. En tercer semestre de la carrera reprobé casi todas mis materias, nunca le dije. Sumado a eso el estado mental de la Karen estaba mal, ella siempre fue inestable y nos gritaba, nos decía obscenidades, ofendía a mis padres ahora sus nuevos enemigos cada que podía, a mi hermano le recriminaba haber entrado a un club de teatro porque así tenía menos tiempo para cumplirle sus caprichos. Nos decía que mis padres nunca podrían pagarnos un departamento por lo pobres que son y que cómo podiamos ser tan malagradecidos con la unica persona que nos ayudaba y "amaba" A mi abuela también la trataba así, y lo sigue haciendo. Un día ibamos a ir al cine temprano y nos dijo que la despertaramos, así que nos levantamos muy temprano a dejar la casa limpia, hicimos un poco de ruido aunque tratamos de no hacerlo para respetar su sueño y se levantó hecha un diablo a regañarnos por haberla despertado. Otro día se enojó por no despertarla temprano porque al parecer tenía unas cosas que hacer en la mañana. Cada que se enojaba nos decía que estaría mejor sola, que eramos lo peor de lo peor y que ahora entendía por qué nuestros padres nos trataban así.
Ella sabía del abuso que viviamos con nuestros padres y se aprovechó de nuestra "nobleza" (incapacidad de decir que no) para tenernos de sirvientes. Yo lloraba casi todo el tiempo porque sentía que estaba solo en el mundo, le llamaba a mi mamá por teléfono cada tanto solo para llorar con ella. Me escudaba en la marihuana para olvidarme de esos problemas, pero para los que fuman marihuana saben que estar en un estado mental así y fumar marihuana solo resulta en malas experiencias.
La situación en general era muy mala, llegó un punto en que no sabía si hacer o no algo de cierta forma por miedo a que se enojara. Esa era mi vida, miedo, ansiedad, odio interno, y mucha ira, ansiedad por las bajas calificaciones y sentirme tan mal por no poder mejorar... Estaba mal. Mi hermano tampoco estaba mejor, pero al menos su horario le permitia irse de la casa temprano e inventar cualquier excusa para llegar mas tarde. Nuestro cuarto era un asco, un verdadero asco, que no le deseo a nadie, ni siquiera teníamos camas, dormíamos encima de cojines de sillón cubiertos de sábanas, la Karen nos prometía cada tanto que pronto nos compraría camas, pero nunca lo hacía. Y eso que además del alto sueldo que recibía, se lo habían aumentado.
Ni siquiera teníamos el valor de decirle a mis padres todo esto porque también nos había manipulado para creer que las cosas que sucedían en la casa se quedaban en la casa.
Todo acabó cuando yo tuve el valor, no se de dónde salió, un día simplemente dije "es suficiente" y decidí salirme de ahí, hablé con mi hermano, luego hablamos con nuestros padres, con quienes ya nos habíamos arreglado un poco, y decidieron que podían destinar cierto dinero a un lugar mas o menos bien para vivir, así que sólo faltaba encontrar sitio. Esto fue un problema nuevo, pues no encontrabamos el valor para decirle a la Karen que nos íbamos. Cuando se lo dijimos, hubo discusión y yo solté la sopa, le dije que era una abusiva y nosotros habiamos ido a estudiar, no a ser sus sirvientes. Nos dijo que no podíamos agarrar agua ni comida del refrigerador. Al siguiente día tomé todas mis cosas y me fui a casa de una amiga que me había ofrecido asilo.
A principios de este año conseguimos un nuevo depa, donde viviamos solo nosotros dos, y aunque ha sido un proceso horrible el dejar esos traumas, sobrellevar el PTSD y la adicción a la marihuana y arreglar la relación con nuestros padre, puedo decir que soy muy feliz, por la situación de la pandemia estamos en casa de nuestros padres y las cosas van bien, arreglamos un espacio para tomar clases y hacer tarea, mi gata tuvo gatitos y mi Chochita (asi le digo a mi gatita, es que está rechoncha) me hace la vida muy alegre con sus travesuras y amor, el semestre acaba de iniciar y estoy mas que listo para mejorar mis notas y desempeñarme bien en lo que hago. Tengo el amor de mis padres y mi hermano, mis amigos y no puedo pedir mas. Al final creo que, aunque fue un golpe terriblemente duro, necesitaba pasar por todo eso para ser la persona quien soy ahora, y quien estoy trabajando por ser. Recientemente salí del closet como no binarie y mis padres me apoyan, cosa que nunca habría podido hacer viviendo con Karen pues es una lgbtfóbica de lo peor, diciendo que apoya y es de mente abierta pero teniendo comentarios bien desinformados e ignorantes.
No se que clase de monstruo tuvo que traumatizar a esa asquerosa basura humana para resultar así, pero los traumas solo se superan con voluntad y/o yendo a terapia. Uno mismo se permite situaciones desagradables, y es muy importante aprender a discernir entre lo que quieres en tu vida y lo que no. Espero que nadie pase por nada así, y si lo hacen, que pronto salgan de esa situación porque las personas con derecho son horribles, tenía tiempo viendo videos de Voz de Reddit en Youtube y no había caído en la cuenta de que también fui victima de una persona con derecho.
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2020.09.04 05:42 SpeedHS11 Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias

Edgar Allan Poe - O Gato Preto e Outras Histórias (editora PandorgA) 
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Este livro contém 4 contos:
- o gato preto (1843)
- Ligeia (1838)
- a queda da Casa de Usher (1839)
- pequena conversa com a múmia (1839)

O Gato Preto (1843) 
''NÃO ESPERO NEM PEÇO que acreditem neste relato estranho, porém simples, que estou prester a escrever. Louco seria se eu o esperasse, em um caso onde meus próprios sentidos rejeitam o que eles mesmos testemunham.''
Faço das palavras de Poe as minhas, o conto começa com Poe falando de sua paixão por animais, e que sempre foi mimado pelos pais em relação à isso, o conto carrega toda uma história por trás, a começar pelo nome Plutão, que é o apelido de Hades (deus dos mortos), a cor preta, a superstição de que gatos pretos seriam bruxas disfarçadas e também a ideia de sete vidas dos gatos, todas essas características se encaixam perfeitamente no enredo do conto.
Com o passar do tempo, Poe foi mudando para uma pessoa pior, graças ao alcoolismo, se tornando mais melancólico, irritável, e indiferente às todos ao seu redor, menos ao gato, porém isso não durou muito tempo e o gato agora também passara a sofrer assim como todos os outros com as atitudes de Poe.
Quando Poe voltava para casa após mais uma noite de puro alcoolismo, percebeu que Plutão evitava-o, percebendo isso tratou de agarrar o gato, porém, o gato ficou assustado (com razão) e acabou dando uma pequena mordida em sua mão, isso despertou uma fúria (como o próprio Poe diz, demoníaca) e ele acaba por arrancar o olho do gato com um canivete que estava em seu bolso.
''de fazer o mal pelo único desejo de fazer o mal'' E foi assim que Poe fez o que ele julgava errado mas fez. Em uma manhã fria ele enforcou e matou o gato, no galho de uma árvore enquanto lágrimas escorriam de seus olhos, segundo as próprias palavras de Poe: ''enforquei-o porque sabia que assim fazendo estava cometendo um pecado - um pecado mortal, que comprometeria então minha alma importal e a colocaria - se tal coisa fosse possível - além do alcance da infinita misericórdia do Deus mais misericordioso e mais terrível.'' A noite do mesmo dia terminou com a casa de Poe em chamas, a cortina de seu quarto pegou fogo e por pouco conseguiram sair todos vivos e a casa acabou completamente destruída.
No dia seguinte ao incêndio, quando Poe visita as ruínas do que sobrou de sua casa, todas as paredes com exceção de uma tinham desabado e justo nessa única parede que não havia sido destruída completamente, estavam as palavras ''estranho!'', ''singular!'' e outras expressões similares, que despertaram a curiosidade de Poe, porém, o que mais o intrigava era o fato de que nessa mesma parede havia a figura de um gato de um gato gigantesco e havia uma corda ao redor do pescoço do anomal, Poe criou uma grande explicação para o ocorrido e se deu por satisfeito, embora dessa forma tenha prontamente satisfeito a razão, ele não poderia dizer o mesmo quanto à sua consciência.
Sem mais nem menos, surge um gato preto extremamente parecido com Plutão, no meio da noite em mais um dia de bebidas de Poe, os dois acabam gostando um do outro e assim, o gato segue para a casa de Poe e logo se familiariza com a casa e a esposa. Aos poucos por alguma razão Poe começou a sentir uma aversão ao gato, o fato do animal não ter um olho e a marca no peito do gato que antes era indefinida, mas agora essa marca branca passa a ser a imagem do enforcamento, contribuiram para essa aversão.
Certo dia enquanto ia para o seu porão, o gato mais uma vez o seguia e acompanhava-o, desta vez o gato acompanhava Poe enquanto descia as escadas e quando o fazendo cair, isso despertou uma fúria demoníaca em Poe, que na mesma hora pegou seu machado, quando estava pronto para matar o animal sua mulher interviu, desviando o golpe, sem pensar Poe enfiou o machado na cabeça de sua mulher, ela caiu morta sem sequer gemer.
Poe agora precisava se livrar do corpo, pensou e chegou na conclusão que deveria emparedá-la no porão, o que ele fez foi retirar os tijolos de um ponto da parede que havia uma saliência de uma falsa chaminé e fez no final das contas um ótimo trabalho.
O gato obviamente assustado com a situação fugiu e nunca mais voltou, isso despertou uma sensação de alívio em Poe, ele se sentia um homem livre, a sua consciência em relação sua mulher, pertubava- o pouco. No dia seguinte policiais foram até a casa fazer uma última busca e quando já estavam prestes a ir embora, Poe cita o quanto aquele porão fora bem construído e acaba por bater na parede com a bengala que segurava, na qual estava o cadáver de sua mulher do coração.
O eco da batida nem tinha acabado de soar quando uma voz de dentro respondeu com um uivo, como se tivesse vindo do inferno, com isso Poe quase desmaia até a parede do lado oposto, o cadáver ''com a boca vermelha escancarada e o olho solitário de fogo, estava sentada a criatura hedionda cujos ardis tinham me seduzido ao assassinato, e cuja voz delatora havia me condenado à forca. Eu tinha emparedado o monstro dentro da tumba!''
Ligeia (1838) 
O conto começa com Poe lembrando-se de Ligeia, fazendo grandes elogios e lembrando-se apenas que a encontrou pela primeira vez em alguma grande e decadente cidade às margens do Reno. Poe não se lembra do nome de sua família.
''Não existe beleza rara sem que haja algo de estranho em suas proporções''. Poe segue exaltando Ligeia: Alta, porte majestono, a quietude complacente de seu comportamento... A pele rivalizava com o mais puro marfim, a imponente fronte sobressaindo e a delicada proeminência acima de suas têmporas, as brilhantes e negras madeixas, negras como as asas de um corvo, luxuriantes cachos naturais, suas linhas delicadas do nariz, as covinhas, os olhos bem maiores do que o comum, a magnífica curvatura do lábio superior e o aspecto suave e voluptuoso do inferior. Ele se lembra de seus olhos, incríveis e incomuns, largos e luminosos, e sentiu fortes sentimentos ao lembrar de seus olhos, que só sentiu os mesmos sentimentos raramente quando: viu o crescimento de uma videira, numa mariposa, uma borboleta, um fluxo de água corrente...
Poe lembra dos primeiros anos de casamento, em que ele confiava em Ligeia em nível de confiança semelhante à de uma criança, a ser guiada por ela, em um caótico de investigação metafísica em que se achava ocupado durante os primeiros anos de casamento. Enquanto Poe acompanhava de perto a morte de Ligeia na cama, ela demonstra todo a sua paixão e pede a Poe que leia alguns de seus versos, logo após Poe terminar a leitura, Ligeia ergueu-se e teve espasmos, e então, abaixou os braços retornando ao leito de morte e morreu.
Meses depois do ocorrido, Poe, compra uma abadia em um lugar remoto da Inglaterra se casa com Lady Rowena, no primeiro mês de casamento ela temia o violento mau-humor de Poe seu temperadomento, que tanto evitava e amava. No segundo mês de casamento Lady Rowena fica doente e demora para se recuperar até que um segundo e mais violento acesso a acometeu, colocando-a de volta à cama em sofrimento, ela começa a ficar doente de forma mais grave e reccorente, Poe então decide dar uma taça de vinho para recuperá-la, foi aí então que ele ouviu passos leves sobre o carpete próximo a cama, e então quando Rowena estava prestes a bebero cálice, ele viu caindo dentro da taça, três ou quatro grande gotas de um brilhante líquido, porém ele achou que fosse tudo imaginação e não mencionou o fato à ela, algum tempo depois ela morre e seu corpo é preparado para o túmulo.
Com o tempo, Poe percebe que suas bochechas voltam a ficarem vermelhas, durante alguns dias ele escuta alguns sons do cadáver e havia até mesmo uma leve pulsação de seu coração, ela estava viva, porém, sempre indo e voltando da morte, com grandes sinais à prova, mas Poe não se importava e estava cansado das violentas emoções.
De repente, ela ergue-se da cama, cambaleando de olhos fechados avanã para o meio do quarto, Poe se aproxima e toca, fazendo assim cair os tecidos sinistros que a enrolavam, revelando assim seus cabelos negros, mais negros que as asas de um corvo da meia-noite e os grandes olhos, grandes, negros e selvagens de seu perdido amor, Lady Ligeia.
A queda da Casa de Usher (1839) 
Poe percorri de cavalo um caminho escuro, chegando à casa de Usher (sua caraterística principal era parecer excessivamente antiga) ele sente uma sensação de insuportável melancolia invadir seu espírito, ele chega até a sala grande e imponente em que Usher (um dos únicos amigos de infãncia e adolescência de Poe) estava, Usher então se levanta do sofá e o comprimenta calorosamente. Com sua voz que variava rapidamente de um indecisão trêmula até uma forma pesada e lenta de falar, ele contou sobre o objetivo da visita e do consolo que ele esperava sentir com a presença de Poe e abordou a causa de sua doença, disse que era um mal constitucional e familiar para o qual ele já não tinha esoerança de encontrar uma cura.
Ele sofria de um aguçamento mórbido dos sentidos: só suportava as comidas mais insípidas, só podia uisar vestes de certa textura, o cheiro de todas as flores o oprimia, uma mera luz fraca torturava seus olhos e somente alguns sons não lhe inspiravam horror. Poe percebe pouco a pouco por meio de alusões entrecortadas e ambíguas, ele estava dominado por certas impressões supersticiosas com relação ao imóvel onde vivia e de onde, por muitos anos, nunca havia se aventurado a sair, superstições acerca de uma influência cuja força hipotética foi descrita em termos muito obscuros para ser relatada aqui e a aproximação evidente e iminente da morte de sua querida e amada irmã, lady Madeline.
Lady Madeline tinha uma apatia, uma devastação física lenta e gradual, e frequentes afecções de um caráter parcialmente cataléptico. Até então, lutara com firmeza contra a doença e não se entregara à cama, mas, ao final da noite, ela sucumbiu e Poe nunca mais a veria a mesma dama pelo menos enquanto vivesse.
Usher declarou que tinha a intenção de preservar o corpo da irmã por quinze dias (antes de finalmente sepultá-la), em uma das várias câmara que existiam dentro dos muro principais da casa, a razão era o caráter incomum da morte da falecida e as inevitáveis perguntas inoportunas e impulsivas por parte dos médicos, Poe ajuda pessoalmente nos preparativos do sepultamento temporário, levam ao à uma câmara que estivera fechada por muito tempo e lá é revelado que Usher e sua irmã eram gêmeos.
Uma noite tempestuosa, ma terrivelmente bela invadiu o quarto quase erguendo-os do chão, um vapor agitado subia pela casa e a encobria como uma mortalha, Poe logo retirou Usher de perto da janelo e colocou-o na poltrona, lendo um de seus romances favoritos: ''O Louco Triste'' de Sir Launcelot Canning.
Ao terminar a leitura, em que um escuto havia caído sobre um piso de prata, Poe, como escuta como se relamente um escudo de bronze tivesse caído com todo seu peso sobre um pavimento de prata. Quando Usher é questionado por Poe sobre o barulho, Usher: ''Sim, eu ouço e tenho ouvido. Por muito... muito... muito tempo... por muitos minutos, muitas horas, muitdos dias ouvi... Nós a colocamos viva no túmulo! INSENSATO! ESTOU LHE DIZENDO QUE ELA AGORA ESTÁ DO OUTRO LADO DA PORTA!''
Como em um passe de mágica, a porta para que Usher apotava abriu lentamente, e lá estava a figura alta e amortalhada de lady Madeline Usher. Então, com um lamento baixo, desabou pesadamente sobre o corpo do irmão, e em sua agonia final, arrastou-o para o chão, morto, vítima dos terrores que havia previsto.
Poe então foge horrorizado daquele quarto e daquela mansão, de repente, uma luz forte surgiu no caminho, era a luz da lua cheia, um vermelho escalarte que brilhava através daquela rachadura na mansão e que se estendia até do telhado até o chão. Dali veio um sopro forte do redemoinho, as grandes paredes desabavam enquanto se ouvia uma demorada e tumultuada gritaria, como se o ruído viesse de mil aguaceiros, e o lago profundo e gélico aos seus pés se fecharam, de forma sombria e silenciosa, sobre os destroços da ''Casa de Usher''.
Pequena Conversa Com a Múmia (1839) 
O simpósio (festa após um banquete) da noite anterior tinha sido demais para Poe, com uma dor de cabeça miserável e caindo de sono preferiu fazer uma última refeição antes de dormir (Welsh rabbit). Porém, ainda não completara o terceiro ronco quando a camapinha começa a tocar furiosiamente, era um bilhete do doutor Pononner, que dizia que obteve o consentimento dos direitos do museu da cidade para examinar uma Múmia, em um salto se levantou da cama rumo à casa do doutor.
Chegando na casa do doutor ele encontrara um grupo ansioso e a Múmia, encontrada às margens do Nilo, estendida sobre a mesa de jantar, acâmara onde fora encontrada a Múmia era rica em ilustrações, isso indicava uma vasta riqueza do morto. Encontraram o corpo em ótimo estado de preservação, sem nenhum odor perceptível, cor avermelhada, olhos removidos e substituídos por olhos de vidro, cabelos e dentes em boas condições. Quando perceberam que já passava de duas horas da manhã, decidiram adiar a dissecação até a noite seguinte, porém, alguém surgiu com a ideia de fazer um experimento com a pilha de Volta (aplicar eletricidade).
Prestes a ir embora, Poe se depara com as pálpebras da Múmia coberta pelas pálpebras, depois do choque inicial decidiram prosseguir com um novo experimento, e, durante o mesmo, a Múmia desfere um pontapé no doutor Ponnonner que foi lançado à rua janela abaixo. Depois de iniciarem o teste elétrico a Múmia espirrou, sentou e se dirigiu aos senhores Gliddon e Buckingham com um egípcio perfeito um discurso, neste discurso ele reclamou de ser despido num dia frio e da forma como fora tratado.
Gliddon fez um discurso em que citava principalment os enormes benefícios que a ciência podera obter com o desenrolamento e a evisceração das múmias e aproveitou o momento para se desculpar por qualquer incômodo que pudéssemos ter causado à múmia Allamistakeo, reparando que ela estava se tremendo de frio, o doutor correu e logo voltou com uma casaca preta, um par de calças xadrez azul-celeste, uma camisa xadrezinha cor de rosa, um colete de brocado com abas, um sobretudo branco, uma bengala de passeio, um chapéu sem aba, um par de botas de verniz, um par de luvas de pelica cor de palha, um monóculo, um par de suíças e uma gravata cascata.
Seguiu-se uma série de perguntas e de cálculos pelos quais se tornou evidente que a antiguidade da múmia tinha sido muito mal avaliada, haviam passado cinco mil e cinquenta anos e alguns meses desde que ela tinha sido despachada. Logo depois a múmia explica o princípio fundamental do embalsamento e que gozava de ter o privilégio de ter nas veias sangue do Escaravelho, pois só assim teria o direito em sua época de ser embalsamado vivo. O Escaravelho era o brasão, as ''armas'' de uma família muito nobre e muito distinta, pois era comum se retirar o cérebro e as vísceras do cadáver antes de embalsamá'lo, só o clá dos Escaravelhos não seguia essa regra.
''Veja nossa arquitetura!'' gritava Ponnonner. ''A Fonte Bowling-Green!Ou, se esse espetáculo e imponente demais, contemple por um instante o Capitólio, em Washington, D. C.! E o bom doutorzinho chegou até a detalhar de forma minuciosa as proporções do edifício a que se referia. Explicou que o pórtico era adornado com não menos que vinte e quatro colunas, cada uma com um metro e meio de diâmetro e colocadas a três metros de distância umas das outras.
O conde respondeu que lamentava não se lembrar das dimensões precisas de nenhum dos edifícios principais da cidade de Aznac, cuja fundação se perdia na noite dos séculos, mas cujas ruínas permaneciam ainda de pé, se lembrou de ter visto um palácio secundário que tinha cento e quarenta e quatro colunas, com onze metros de circunferência e sete metros de distância entre cada uma delas, o acessoa esse pórtiro, vindo do Nilo, era feito através de uma avenida de três quilômetros, composta por esfinges, estátuas e obeliscos de seis, dezoito e trinta metros de altura. O palácio em si tinha, só em uma das direções três quilômetros de comprimento e deveria ter, ao todo, uns onze de circuito. As paredes eram ricamente decoradas, por dentro e por fora, com pinturas hieroglíficas. Ele não pretendia afirmar que até cinquenta ou sessenta dos Capitólios do doutor poderiam ter sido construídos dentro dessas paredes, mas que tinmha absoluta certeza de que duas ou três centenas deles se espremeriam ali com alguma dificuldade.
Nisso se seguiu a noite com os cavalheiros fazendo perguntas complexas ao egípcio, que respondia todas surpreendentemente bem, os cavalheiros não sabiam mais que perguntas fazerem, pois, a cada pergunta que faziam, o egípcio respondia todas e simplesmente os calava com sua superioridade egípcia em basicamente todas as áreas mencionadas pelos cavalheiros ali presente.
Porém, quando estavam prestes a serem derrotados intelectualmente, Ponnonner perguntou se as pessoas no Egito realmente pretendiam rivalizar com as pessoas modernas, na importantíssima questão do vestuário. O conde então olhou para os suspensórios de suas calças e, segurando a ponta de seu fraque, segurou-os perto dos olhos por alguns minutos. Deixando-os cair finalmente, sua boca escancarou-se gradualmente de uma orelha à outra, mas não me lembro se respondeu alguma coisa.
O egípcio baixou a cabeça. Nunca houve um triunfo tão completo, nunca antes a derrota foi assumida com tanto despeito, Poe pega seu chapéu e parte para casa. Chegou em casa depois das quatro horas da manhã e foi-se deitar, agora eram dez horas da manhã com Poe escrevendo estas lembranças, ansioso para saber quem será o Presidente em 2045, iria procurar o doutor Ponnonner e pedir para que seja embalsamado por alguns séculos.
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2020.09.03 21:47 DanielRaulSachi ERG, otra teoría de las necesidades a usar en las organizaciones

ERG, otra teoría de las necesidades a usar en las organizaciones

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Clayton Paul Alderfer es un psicólogo estadounidense que desarrolló su propia jerarquía de necesidades a partir de la de Maslow acercándose más a lo que pasaba en la realidad.
Esta teoría llamada ERG (por sus siglas en inglés) sugiere que hay tres grupos de necesidades básicas:
  • Existencia (E)
  • Relación (R)
  • Crecimiento (G)
Las necesidades de existencia (E), se refieren a nuestros requisitos materiales básicos para vivir, e incluyen lo que Maslow categorizó como necesidades fisiológicas (como aire, comida, agua y refugio) y necesidades relacionadas con la seguridad (como salud, empleo seguro y propiedad).
Si lo pensamos como elemento de motivación en las organizaciones, estamos hablando de sueldos o remuneraciones decentes y suficientes, una medicina prepaga o seguro médico y ciertas seguridades en cuanto a la continuidad del empleo.
Las necesidades de relación (R), tienen que ver con la importancia de mantener relaciones interpersonales.
Estas necesidades se basan en interacciones sociales con los demás y se alinean con los niveles de necesidades relacionadas con el amor / pertenencia de Maslow (como la amistad, la familia y la intimidad sexual) y las necesidades relacionadas con la estima (ganarse el respeto de los demás).
Aquí, los elementos de motivación tienen que ver con la creación de espacios donde se pueda interactuar con otros, como proyectos conjuntos o eventos de socialización.
Finalmente, las necesidades de crecimiento (G), describen nuestro deseo intrínseco de desarrollo personal.
Estas necesidades se alinean con la otra parte de las necesidades relacionadas con la estima de Maslow (autoestima, autoconfianza y logros) y las necesidades de autorrealización (como la moralidad, la creatividad, la resolución de problemas y el descubrimiento).
Para motivar en estos aspectos, tenemos que generar desafíos para nuestra gente, donde el personal pueda demostrar su valía y sus logros, los que deberán ser premiados de alguna manera.
También está el reconocimiento público de los trabajos exitosos y los planes de carrera conocidos donde cada persona pueda ver hasta dónde llegar en la organización
Alderfer propuso que, cuando no se satisface una determinada categoría de necesidades, las personas redoblarán sus esfuerzos para satisfacer las necesidades de categorías inferiores.
Por ejemplo, si la autoestima de alguien está sufriendo, él o ella invertirá más esfuerzo en la categoría de necesidades de relación, o incluso requerirá mejoras en su nivel de vida.
Relaciones entre los conceptos de la teoría ERG de Alderfer
Satisfacción-progresión (Avanzar hacia necesidades de nivel superior basadas en necesidades satisfechas)

...Seguir leyendo el artículo en https://www.riskout-intl.com/post/erg-otra-teoría-de-las-necesidades-a-usar-en-las-organizaciones

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2020.08.25 01:42 queimis Sofri um aborto espontâneo ontem

Só um background da minha história: Eu(F34) e meu namorado(M28) estamos juntos há menos de 1 ano, mas as coisas se moveram muito rápido desde o início.
Começamos a morar juntos em março desse ano e nos mudamos pra uma cidade completamente nova pra mim. Fui forçada (pelas circunstâncias, não por ele) a deixar tudo que eu tinha construído nos últimos 3 anos pra trás pra embarcar nessa aventura. Nos mudamos pra cidade natal dele porque ele recebeu uma proposta de emprego muito boa. Nós dois conversamos muito no início e, depois de resolvermos juntos que relacionamento à distância não era pra nós, eu decidi me mudar com ele.
Eu sempre tomei anticoncepcional/injeção ou usei DIU desde a minha adolescência. Estive em um relacionamento estável por quase 10 anos e nunca nem me preocupei com gravidez, porque, assim como a maioria das meninas, achava que estava segura com a pílula. Há cerca de 1 mês e meio atrás comecei a sentir uns sintomas estranhos e depois de 2 semanas passando mal constantemente e de muitos resultados desesperadores do Google, eu achei que estava doente e deveria ir ao médico. Dois dias antes da consulta, resolvi fazer um teste de gravidez de farmácia, só pra ter 100% de certeza que aqueles sintomas (enjoo, fraqueza, cansaço extremo) não eram por causa de gravidez. Eu tinha 99.9% de certeza que não era, só não queria passar vergonha na frente do médico. Peguei o pauzinho, abri, o xixi encostou e deu positivo. Três testes e muito choro e desespero depois, descobri que estava grávida.
No começo foi um choque. Os dois completamente desnorteados. Depois de uma longa conversa, resolvemos manter a gravidez (graças a Deusa moro em um país em que posso fazer essa escolha livremente). Os dias foram passando e a gente foi amando cada vez mais aquele ser que estava se desenvolvendo dentro da minha barriga. Contamos pra família, todo mundo ficou super feliz. Começamos a planejar o quarto, economizar grana, receber pequenos presentes de amigos. Pensamos até em possíveis nomes pro bebê. Até que as coisas começaram a ficar estranhas. Eu comecei a ter um sangramento que pra mim - apesar de todo mundo dizer que sim - não era normal. Fui no médico, a resposta que eu tive foi a mesma do Google: “é normal ter sangramento no primeiro trimestre da gravidez.”
Voltamos pra casa, vida que segue.
No sábado comecei a sentir cólicas, mas também achando que era tudo normal, fiquei em casa, só fazendo repouso o máximo que dava. Até que no domingo, eu estava deitada e comecei a sentir uma dor descomunal na barriga. Senti um pouco de sangramento descendo, então corri pro banheiro. Quando eu sentei no vaso, foi como se tivesse aberto uma torneira dentro de mim e uma quantidade enorme de sangue e pedaços de tecido começaram a sair. Naquele momento eu soube que estava perdendo meu bebê.
Foi o pior momento da minha vida.
Corremos pro hospital, o sangue jorrando de dentro de mim enquanto eu gritava de dor. Meu namorando acelerando e cortando todos os sinais. Chegamos no hospital e depois de muito remédio pra dor e muitos exames, a médica finalmente veio falar o que a gente já sabia: eu sofri um aborto.
Eu não consigo nem explicar o que senti na hora e o que ainda estou sentindo. É uma mistura entre dor, ódio e culpa que não me deixa em paz por nenhum segundo. Acho que tenho mais ódio sabe? De um Deus que nem sei ao certo se existe que todo mundo me diz pra confiar, mas que prega esse tipo de piada maligna nas pessoas dessa maneira. Eu estava bem antes de ficar grávida, nem pensando em ser mãe pelos próximos 2 anos. Aí veio assim, sem planejamento, no meio de uma pandemia, mesmo eu tomando os cuidados devidos, só pra depois arrancar de mim sem nenhuma explicação? Quem faz esse tipo de coisa? Não consigo imaginar um Deus do amor fazendo esse tipo de coisa doentia.
Meu namorado está do meu lado o tempo todo, me apoiando, mas eu sinto que eu deveria ser forte em alguns momentos, porque ele também está sofrendo. Mas eu não quero e nem consigo ser forte. Só quero deitar na cama e chorar 24 horas por dia.
E agora eu estou aqui nessa cidade que não conheço ninguém, sem minha família ou nenhum amigo por perto pra me dar um abraço, com um buraco imenso no coração e um útero vazio que não para de sangrar.
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2020.08.22 22:56 wwmp1212 suspeita que meu filho seja especial

A vida impõe acontecimentos na vida da gente que nos destroem. Somos massacrados. Como diria o cartola. " Ouça-me bem, amor Preste atenção, o mundo é um moinho Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho Vai reduzir as ilusões a pó"
Meu coração está partido. Despedaçado. Meu filho tem dois anos e o médico suspeita que ele tem uma sindrome genetica chamada X-fragil. Ele é tao esperto, tem amor nos olhos, tem um sorriso arrebatador. Ele é meu quarto filho e é minha vida. Cada um dos meus filhos carrega um pouco da minha alma. Eu estou com tanto medo pelo futuro dele. Estou com medo que ele tenha limitações. Nao quero que ele sofra. ele é tao doce. Hoje tudo doi. O vento doi, a chuva doi. A voz das pessoas me fere, pensar dói, tentar dormir dói. Eu nunca senti tanta dor na minha vida. Nao sei o que fazer. O amor que sinto por ele está queimando meu corpo por dentro. Eu só sinto medo e dor.
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